Em que momento vale a pena fazer um consórcio?

Em que momento vale a pena fazer um consórcio?
Modalidade é vantajosa para quem não tem pressa de adquirir o bem

Devido as altas taxas de juros praticadas pelo mercado financeiro (uma das maiores nos últimos 20 anos), muitos consumidores estão buscando o consórcio para conseguir comprar o carro ou a casa própria. Segundo dados da Abac (Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios), o número de novas cotas vendidas para imóveis em 2015 até novembro teve um acréscimo de 41,5%. No caso de veículos leves, o aumento foi de 9,3% sobre o mesmo período do ano anterior.

Em termos de custo, o consórcio é mais barato do que um financiamento pois o consórcio não cobra juros. Há uma taxa de administração, que costuma ser menor que o juros do financiamento.

A desvantagem do consórcio em relação ao financiamento é que o consumidor não terá o bem de imediato. Ele terá que ser sorteado ou fazer um lance para obter a carta de crédito (Ao entrar no consorcio, o comprador pode ser sorteado no início ou só no fim). Uma das premissas é não precisar do bem de imediato. Uma estratégia que torna o consórcio vantajoso é ter recursos para dar um lance alto e assim conseguir o bem mais rápido.

Consórcio:

O que é?
Um grupo de pessoas (físicas ou jurídicas) se reúne, por meio de uma administradora de consórcio, para uma poupança coletiva em que cada membro contribui com um valor mensalmente com o objetivo de autofinanciar a compra de um bem ou serviço.

Como obter o bem ou serviço?
Para ser contemplado com a carta de crédito para realizar a compra antes do término do prazo, é preciso ser sorteado ou dar um lance nos leilões.

Vantagens
É uma modalidade menos burocrática e frequentemente mais barata para adquirir um bem ou serviço em comparação aos financiamentos tradicionais.
Não cobra juros como o financiamento.
Com uma contribuição mensal, o consorciado acaba se forçando a realizar uma poupança e a ter uma disciplina financeira.

Desvantagens
Há pagamento de taxa de administração. O consórcio pode cobrar ainda taxas para fundo de reserva e seguro.
Como depende de sorteio ou sucesso ao dar o lance, o consorciado não pode ter o bem no momento em que deseja. Na pior das hipóteses, a carta de crédito pode vir apenas no encerramento do consórcio.
Se por algum motivo o custo do bem ou serviço sofrerem aumento durante a vigência do contrato, o consorciado terá que arcar com as diferenças.

Dicas
Verifique no Banco Central a lista de administradoras autorizadas a funcionar e consulte se há reclamações contra a empresa nos órgãos de defesa do consumidor.

Procure o consórcio que ofereça cartas que se adaptem à sua realidade financeira. Vale se informar sobre o CET (Custo Efetivo Total).

Na aquisição de imóveis, é possível combinar o FGTS para complementar uma carta de crédito. É preciso, no entanto, ter atenção às regras de utilização dos recursos do fundo.