Morre o ator Caio Junqueira, do filme ‘Tropa de Elite’ aos 42 anos; veja a trajetória

Caio Junqueira morreu nesta quarta-feira (23-jan) aos 42 anos no Rio de Janeiro. O ator estava internado há uma semana após sofrer um grave acidente de carro no dia 16 de janeiro no Aterro do Flamengo, Zona Sul do Rio. Caio estava sozinho e o carro que o ator dirigia perdeu o controle, bateu em uma árvore e capotou. Ele foi socorrido e levado em estado grave para o Hospital Miguel Couto.

Caio Junqueira que realizou vários trabalhos na carreira, teve muito sucesso também por sua participação no filme “Tropa de Elite” (2007) como o policial Neto. No filme, ele interpreta o policial militar Neto Gouveia, jovem impulsivo que sonha em entrar no Bope.

>> Caio era filho do ator Fábio Junqueira (falecido em 2008 em decorrência de um câncer no cérebro) e irmão do ator Jonas Torres, conhecido como o Bacana da série “Armação ilimitada” na Rede Globo (exibida entre 1985 e 1988).

Após sua internação, o ator chegou a passar por cirurgias como uma na mão direita. Na terça- feira (22-jan) Caio apresentou uma melhora em seu estado de saúde. Porém nesta quarta-feira, ele não resistiu às lesões e faleceu às 5h15 da manhã, informou a Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro. Caio de Lima Torres Junqueira nasceu no Rio de Janeiro, em 20 de novembro de 1976.

Carreira de sucesso começou ainda criança; veja trajetória 



Caio Junqueira iniciou a carreira no teatro em 1984, aos 7 anos de idade. Aos 9 anos, ele estreou na televisão na série “Tamanho família” (1985/1986), da extinta Rede Manchete, ao lado de nomes como Diogo Vilela e Zezé Polessa.

O gosto pela profissão revelado na infância se consolidou na adolescência quando o ator estreou na Globo. Em 1988 participou do humorístico “Grupo Escolacho”, com texto de Miguel Falabella, Luiz Carlos Góes e Leo Jaime, e redação final de Chico Anysio. Em 1990 emendou dois trabalhos na emissora: a minissérie “Desejo” e a novela “Barriga de aluguel”. Em 1994 fez sua segunda novela, “A viagem”, seguida pelas séries “Engraçadinha” (1995), “Hilda Furacão” (1998) e “Chiquinha Gonzaga” (1999).

Em 1996, ele venceu o prêmio de ator revelação do Festival de Gramado pela participação no filme “Buena sorte”, de Tania Lamarca. Caio ainda fez vários trabalhos na Globo, entre eles a novela “O clone” (2001) e a minissérie “Um só coração” (2004). Seu último trabalho na Globo foi na novela das 6, “Desejo Proibido”, exibida entre 2007 e 2008.

Em 2005, o ator fez o remake de “Escrava Isaura”, na Record TV e destacou-se vivendo o personagem abolicionista Geraldo. Em 2009, na Record, participou da série “A Lei e o Crime”. No canal, atuou ainda em produções como “Ribeirão do Tempo”, em 2010, em que viveu seu primeiro protagonista. Atuou ainda em obras bíblicas como “José do Egito” (2013) e “Milagres de Jesus” (2014).

Em 2016, participou da série “1 Contra Todos”, da Fox, e em 2018, fez Ricky na polêmica série “O Mecanismo”, de José Padilha, disponível na Netflix.

Caio Junqueira no filme “Tropa de Elite”

Cinema
Caio Junqueira trabalhou em filmes consagrados, como “O Que É Isso, Companheiro?”, em 97, e “Central do Brasil”, em 98, “Abril despedaçado” (2001), “Zuzu Angel” (2006). Mas foi em “Tropa de Elite”, lançado em 2007 que ganhou projeção com a grande repercussão conquistada pelo longa. Ele interpretou o policial militar Neto Gouveia, o ‘aspira 06’. No teatro Caio Junqueira também participou de “Os justos” (2005) e “Hamlet” (2008).

>> Velório e enterro

O corpo do ator Caio Junqueira será enterrado no Cemitério São João Batista, em Botafogo, na Zona Sul do Rio, às 16h30 na quinta-feira (24-jan) . A família decidiu esperar o irmão do artista, o também ator Jonas Torres, retornar dos EUA para dar início ao velório que está previsto para ocorrer a partir das 11h na Capela 4.