Caso Pistorius volta a ser reavaliado na África do Sul

Caso Pistorius volta a ser reavaliado na África do Sul
Relação do casal era marcada por constantes brigas

Defesa e acusação de Oscar Pistorius falaram para cinco juízes da Corte Suprema da África do Sul suas argumentações nesta terça-feira (03-nov). Agora, os magistrados irão decidir por qual caminho devem seguir sobre o caso: se vão ordenar a abertura de um novo processo, condenar o atleta por homicídio doloso – mudando a pena inicial – ou se vão rejeitar a apelação do Ministério Público e manter a condenação inicial por homicídio culposo.

O ex-atleta olímpico atirou contra sua namorada, a modelo Reeva Steenkamp, no dia 14 de fevereiro de 2013 (Dia dos Namorados na África do Sul). Pistorius alegou que deu os disparou os quatro tiros contra a porta do banheiro por acreditar que havia um ladrão dentro de sua casa e que se desesperou quando viu Steenkamp ensanguentada.

Para a acusação, a relação do casal não era tranquila e ambos viviam brigando constantemente. Para o MP, Pistorius agiu em um momento de raiva e não hesitou ao matar sua namorada.

Ainda não existe prazo final para que os juízes anunciem a decisão, durante a audiência, os membros da Corte questionaram bastante tanto o advogado de defesa de Pistorius, Barry Roux, como o representante do MP, Gerrie Nel. Roux chegou a ficar tão agitado com a sua defesa que não conseguia sentar após os questionamentos.

O advogado argumentou que o julgamento “já foi justo” e que a “lei não é feita para punir um pensamento equivocado”. Já Nel, ao lado de outros procuradores, apresentou novamente todos os principais pontos do processo e voltou a pedir a condenação de, no mínimo, 15 anos de prisão. Para ele, ficou comprovado que Pistorius sabia que havia uma pessoa por trás da porta do banheiro e que ele agiu mesmo assim.

Em outubro de 2014, a Justiça sul-africana condenou o atleta a cinco anos de detenção por homicídio culposo (quando não há a intenção de matar). No último dia 20, ele foi transferido do presídio de Pretória para uma casa de um tio, onde cumprirá o restante da pena em regime domiciliar por bom comportamento.