Ronaldo Fenômeno rompe com UFC

ronaldo-fenomeno-deixa-ufc-combate-televisaoA empresa de marketing esportivo de Ronaldo Fenômeno, que gerencia a carreira de diversos atletas e trabalhou com grandes nomes do MMA resolveu cortar seus laços com o UFC, em protesto contra a organização.

Com isso, a agência 9ine, deixou de trabalhar com Vitor Belfort que venceu Dan Henderson, em São Paulo, no dia 08 de novembro – e o peso pesado Júnior Cigano.

A decisão da empresa de se afastar do UFC tem relação com a política de patrocínio imposta no meio deste ano. Com o início de uma parceria com a Reebok, os lutadores não podem mais expor patrocinadores pessoais durante toda a semana da luta, o que gerou muita controvérsia.

Os banners com patrocinadores, que figuravam atrás dos competidores antes das lutas, foram banidos e, além disso, eles passaram a vestir uniformes da empresa de material esportivo, sem qualquer menção às marcas.

Em nota oficial, a 9ine declara: “Comunicamos que a partir desta data a 9ine Sports & Entertainment se retira de qualquer negociação que envolva o UFC, seus eventos ou lutadores. A agência não acredita no novo modelo adotado pela empresa na captação de patrocínio e é de opinião que este fere diretamente todos os atletas da organização, além das empresas que apoiaram e apostaram no UFC por longos anos.”

Para Ronaldo e a agência, a decisão do UFC de proibir a exposição de patrocinadores pessoais é intolerável. “Nem só de negócios se faz uma grande empresa. Temos princípios fundados na visão de um ex-atleta e amante do esporte. Nosso presidente, Ronaldo Nazário, não tolera ver uma organização alterar suas regras de captação de patrocínio e remuneração dos lutadores – de maneira arbitrária – sem tomar uma posição.”

Victor Rios, diretor de relações públicas da 9ine, explicou que a rompimento com Belfort e Cigano já foi avisado e que não fazia mais sentido tentar captar patrocínio para lutadores que não conseguiriam mostrar seus apoiadores.

Joana Prado, mulher e empresária de Vitor Belfort, explicou que a decisão foi natural e apenas disse que entende a posição que foi assumida.

A 9ine ficou mais famosa neste meio por trabalhar a imagem de Anderson Silva por boa parte do auge de fama do ex-campeão dos médios – o Spider foi, por sinal, o primeiro atleta da empresa. No entanto, as partes romperam antes da última luta dele, contra Nick Diaz, em que o astro foi pego no antidoping. Com Anderson, Ronaldo chegou a viajar para eventos, participou de um treino aberto e sempre se sentava na boca do octógono – uma imagem sua comemorando o nocaute sobre Yushin Okami, aos pulos, ficou famosa em 2011.

As últimas decisões do UFC fizeram alguns lutadores se levantarem e peitarem o evento – principalmente atletas que já deixaram a organização. O Ultimate vem sendo processado por monopolizar o mercado e nomes como Wanderlei Silva tentam criar uma espécie de sindicato, para mobilizar os atletas.

Vitor Belfort também é crítico da nova regra, apesar de não falar incisivamente contra o UFC. Na última semana, antes de enfrentar Dan Henderson, ele reclamou do fato de receber para lutar e não para treinar – como acontece em esportes como o futebol, em que se recebe mensalmente. “O futuro é ser pago para treinar”, opinou.

Nota Oficial publicada pela empresa de Ronaldo

Comunicamos que a partir desta data a 9ine Sports & Entertainment se retira de qualquer negociação que envolva o UFC, seus eventos ou lutadores. A agência não acredita no novo modelo adotado pela empresa na captação de patrocínio e é de opinião que este fere diretamente todos os atletas da organização, além das empresas que apoiaram e apostaram no UFC por longos anos.

A história entre 9ine e UFC é antiga. Fomos a primeira agência de marketing esportivo e entretenimento a mergulhar de cabeça em projetos propostos pela franquia. Fomos também pioneiros ao trabalhar a imagem de lutadores como Anderson Silva, Junior Cigano e mais recentemente Vitor Belfort. Todos campeões e referências em suas categorias.

Mas nem só de negócios se faz uma grande empresa. Temos princípios fundados na visão de um ex-atleta e amante do esporte. Nosso presidente, Ronaldo Nazário, não tolera ver uma organização alterar suas regras de captação de patrocínio e remuneração dos lutadores – de maneira arbitrária – sem tomar uma posição.

Sendo assim, a 9ine sai do “negócio UFC” sem deixar de se posicionar a respeito do que acreditamos ser uma injustiça com os atletas, verdadeiros guerreiros, que vivem do MMA. A eles, desejamos todo o sucesso e sabedoria para lidar com as dificuldades que se avizinham.