Morre um dos maiores lutadores de boxe do todos os tempos; presidente dos EUA faz homenagens

Muhammad Ali em dois momentos, um em 1966 e outro em 2015
Muhammad Ali em dois momentos, um em 1966 e outro em 2015

Um dos maiores lutadores de boxe de todos os tempos morreu na noite de sexta-feira (3-jun). O ex-pugilista norte-Americano Muhammad Ali,  faleceu aos 74 anos em um hospital em Phoenix, no estado do Arizona. Muhammad Ali foi internado por problemas respiratórios e sofria do Mal de Parkinson desde 1984. Ele tinha sido internado duas vezes entre 2014 e 2015 com uma pneumonia e uma grave infeção urinária

Os primeiros sintomas de Parkinson no lutador apareceram em 1979. Em 1981 ele largou o boxe e, desde então, vinha se dedicando a causas humanitárias. A sua última aparição em público foi em abril deste ano, em um evento para caridade.

Muhammad Ali em dois momentos, um em 1966 e outro em 2015
1964: Os Beatles visitam Muhammad Ali, em sua academia de treinamento em Miami

História
Antes de entrar no mundo das competições esportivas, o jovem Cassius Clay era um estudante pobre. Segundo sua esposa Lonnie Ali, ele lutava para conseguir ler, provavelmente porque tinha dislexia. Ele descobriu seu talento para o boxe por acaso: aos 12 anos, foi a uma delegacia de polícia para dar queixa de que sua bicicleta tinha sido roubada. Um policial convidou Cassius para se juntar a um grupo de jovens pugilistas, que treinavam em um ginásio no centro de Louisville.




Nascido em Louisville, Kentucky, com o nome de Cassius Clay e campeão olímpico em Roma em 1960, o ex-lutador começou a carreira profissional no mesmo ano, tornando-se campeão mundial da AMB em 1964, ao derrotar Sonny Liston por nocaute no 7° round. O boxeador foi campeão por mais duas vezes em 1974 e 1978.

Em 1967, Muhammad Ali desafiou a legitimidade da guerra do Vietnã, ao se recusar a se alistar no exército norte-americano em uma época em que poucos cidadãos ousavam protestar contra o serviço militar, um ato considerado de desobediência civil.
O boxeador mudou o nome para Muhammad Ali em 1975, após adesão ao islamismo, em um período em que parte da imprensa e agentes do FBI consideravam a religião muçulmana como um culto destinado a destruir os Estados Unidos.

Muhammad Ali foi considerado o maior esportista do século 20. O boxeador escreveu alguns livros sobre sua carreira, entre eles, “The Greatest: minha própria história” que virou filme em 1977.




Homenagem do presidente dos Estados Unidos
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, fez uma homenagem à Muhammad Ali, exaltando o homem que “sacudiu o mundo” e “lutou pelo que é certo”. “Sua luta fora do ringue lhe custou o título e sua imagem pública. Ele ganhou inimigos e quase foi preso. Mas ele se manteve firme em suas posições“, disse Obama.

Sua vitória nos ajudou a nos acostumar com a América que reconhecemos hoje, ele esteve ao lado de Martin Luther King e Nelson Mandela, se levantou nos momentos difíceis e falou quando outros não falavam” ressaltou Obama, lembrando a contribuição de Ali na luta pelos direitos civis.

O presidente até ressaltou que mantém uma foto e luvas que ganhou do ex-lutador na sua sala particular, perto do Salão Oval.

Ele não era perfeito, é claro. Mas sua atitude era extraordinária e lhe valeu mais admiradores do que inimigos, porque, no fundo, todos nós queríamos nos encontrar através dele. Muhammad Ali sacudiu o mundo. E foi uma coisa boa para o mundo. E para todos nós. O Mal de Parkison devastou seu corpo, mas não tirou o brilho de seus olhos – completou o presidente americano.