Justiça do Trabalho de Campinas define processo de venda do estádio Brinco de ouro do Guarani

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Pela venda clube teria além do valor da venda um novo estádio e aporte financeiro por dez anos

Acontece nesta quarta-feira (3-ago) o julgamento em segunda instância pela Justiça Trabalhista de Campinas para a definição sobre a venda do estádio Brinco de Ouro para a empresa MMG Consultoria & Assessoria Empresarial representada pela empresa Magnum de Roberto Graziano, ou se a Maxion Empreendimentos fará valer a liminar concedida e reverterá o processo de venda. O processo foi aberto depois que a empresa Maxion arrematou em um leilão uma das matrículas do estádio em março de 2015 pelo valor de R$ 105 milhões. A área adquirida deverá ser demolida e transformada em um centro comercial de edifícios.

Na época, o leilão foi cancelado por força de uma liminar expedida na 6ª Vara do Trabalho de Campinas, por ficar claro que o valor do arremate era abaixo da avaliação de mercado imobiliário. Em um novo leilão, a empresa MMG apresentou uma nova proposta de compra e acabou arrematando a área por um valor maior.




A sustentação oral sobre a venda do estádio do Guarani será feita pelo próprio presidente do clube, Horley Senna que também é advogado. Segundo o advogado e integrante do Conselho Fiscal do clube Palmeron Mendes Filho a escolha de Horley se deve ao fato de que ele é conhecedor pleno de todo o processo e também pelo fato do presidente já ter realizado várias sustentações orais e acompanhado de perto o processo.

Entre os itens da proposta de venda do Brinco de Ouro estão, o pagamento da dívida trabalhista do Guarani (aproximadamente R$ 120 milhões na época) mais um aporte de R$ 350 mil mensais por um período de 12 anos e 10 meses, participação de 14% no valor do empreendimento futuro, construção de uma arena para 12 mil pessoas (com projeto de ampliação para 25 mil lugares), além de um novo clube e um novo centro de treinamentos.

A empresa MMG, representada pela Magnum, já pagou cerca de R$ 100 milhões em dívidas e realiza aporte mensal de R$ 350 mil há 10 meses. Pela proposta vigente, o Guarani só entregará o estádio quando a nova arena estiver pronta.

Anulação da venda do estádio
Em julho de 2015, a juíza Ana Cláudia Torres Vianna do TRT Campinas decidiu pela anulação do leilão do estádio cancelando a hasta pública (ato processual pelo qual se vendem bens penhorados) vencida pela Maxion Empreendimentos Imobiliários em 30 de março.

Com isso, a juíza automaticamente aceitou a proposta feita pela Magnum. O empresário ficaria responsável, a partir do pagamento de R$ 105 milhões combinados em audiência pública, por todas as dívidas trabalhistas e também o patrimônio.

A decisão da juíza agradou as partes mais interessadas na venda do estádio (clube e credores), mas desagradou a empresa Maxion, que recorreu em segunda instância para recuperar os direitos sobre o Brinco de Ouro.