Campeonato Mundial de Atletismo, Londres 2017

Caio
Caio Bonfim garante a primeira medalha para o Brasil no último dia do Mundial de Atletismo em Londres

O Brasil não foi dos melhores no Campeonato Mundial de Atletismo em Londres, a delegação brasileira sai da Inglaterra com uma medalha de bronze conquista na Marcha Atlética por Caio Bonfim. 

O Mundial foi disputado entre os dias 4 a 13 de agosto no Estádio Olímpico com a participação de mais de 2.000 atletas de 205 países, o Brasil participou com uma delegação de 36 atletas.



Destaques de sábado (12) em Londres
Despedida de Mo Farah
Se a despedida de Usain Bolt era a principal atração do Mundial de Londres, outro adeus seria ainda mais sentido pelos britânicos. O sábado era dia de Mo Farah correr pela última vez uma prova de pista em um Mundial. Na final dos 5.000m, o maior nome do atletismo do país fez o que pôde, mas faltou fôlego para ultrapassar o etíope Muktar Edris, campeão com 13m32s79. Chegou em segundo, com 13m33s22, conquistando a segunda medalha dele e da Grã-Bretanha em Londres.




Ouro sem hino
Ao confirmar o favoritismo no salto em altura feminino, Maria Lasitskene fez mais do que conquistar o bicampeonato mundial. O ouro da russa marcou a realização de uma premiação sem a execução do hino nacional do país do vencedor no Mundial de Londres. Com a Rússia suspensa das competições internacionais de atletismo, o pódio da prova no Estádio Olímpico foi embalado pelo hino da Federação Internacional (IAAF). Ao anúncio deste protocolo, o público se manifestou em solidariedade à atleta, que mostrou um semblante triste ao ouvir a melodia.

Bolt não consegue completar a prova
O jamaicano Usain Bolt encerrou sua participação como atleta neste Mundial de Londres, mas uma cena de Bolt sentido uma possível “cãibra” encerrou de forma triste a participação do maior nome da história do atletismo mundial. É como se o jamaicano não tivesse chegado onde queria. É como não tivesse acabado. Na última prova da sua carreira, o astro parou no meio o revezamento 4x100m livre, vencido de forma impressionante pela Grã-Bretanha seguida por Estados Unidos e Japão.

Destaques de domingo (13) em Londres
Ajoelhar, levar as mãos para o céu e agradecer. Era só isso que Caio Bonfim queria fazer após 20km marchando até cruzar a linha de chegada. A marca era histórica, a colocação também. Um bronze conquistado com 1h19s04, o melhor tempo da carreira, o bastante para levar a marcha atlética do Brasil pela primeira vez ao pódio em um grande evento. Atrás nos primeiros quilômetros, Caio fez uma incrível prova de recuperação até chegar ao bronze, primeira medalha do país no Mundial de Londres. Ficou atrás apenas do colombiano Eider Arévalo (1h18s53) e do russo Sergei Shirobokov (1h18s53), que competiu como atleta neutro. Os dois faturaram o ouro e a prata, respectivamente.




O resultado de Caio confirma a grande fase da marcha atlética brasileira. Mais cedo, Erica Sena por pouco também não subiu ao pódio. Terminou os 20km feminino em quarto lugar, até então a melhor colocação de um marchador do país, homem ou mulher, em Mundiais. Em Pequim, há dois anos, os dois já haviam se tornados os melhores da modalidade no país em todos os tempos ao completarem o percurso no entorno do Ninho do Pássaro em sexto lugar em suas respectivas provas. Na Rio 2016, foi Caio quem bateu na trave com um quarto lugar. Erica foi sétima.

Homenagem ao maior nome do atletismo
A organização do Mundial de Londres já havia anunciado uma homenagem a Usain Bolt para o último dia de competições. Depois do dramático fim de prova na disputa de medalhas do 4x100m, a honraria se tornou providencial. Se no sábado o Raio deixou a pista escorado pelos companheiros, de cabeça baixa pela decepção, neste domingo o homem mais rápido de todos os tempos surgiu sozinho, calado, mas muito emocionado. Foi ovacionado, recebendo todo o carinho dos fãs que lotaram mais uma vez o Estádio Olímpico. Ainda levará para casa, de presente um pedaço da pista com o número 7, raia em que correu os 100m e os 200m neste mesmo local nos Jogos de 2012. Em sua última entrevista coletiva, ele lamentou a derrota, mas disse sair de cabeça erguida:

“Eu não acho que um campeonato vai mudar o que eu fiz. Eu lembro que depois de perder os 100m alguém me disse: não se preocupe, Muhammad Ali perdeu sua última luta” lembrou Bolt.

O próximo evento esportivo será o Mundial de judô, em Budapeste na Hungria entre os dias 28 de agosto e 3 de setembro. A Confederação Brasileira de Judô (CBJ) selecionou 18 judocas, sendo nove no feminino e nove no masculino, para a competição individual, além de outros três para compor o time brasileiro na disputa inédita por equipes mistas.

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