Dois dos principais cartolas da Fifa são banidos do futebol

Dois dos principais cartolas da Fifa são banidos do futebol
Joseph Blatter e Michel Platini, também parceiros na corrupção

O Comitê de Ética da Fifa anunciou que Joseph Blatter, atual presidente da entidade, e Michel Platini, ex-mandatário da Uefa, considerados responsáveis pelo maior escândalo de corrupção na história da entidade estão suspensos do futebol por oito anos. Os cartolas foram considerados culpados pelo caso em que Blatter pagou cerca R$ 8 milhões a Platini, em 2011, por supostos serviços prestados entre 1998 e 2002.

O comitê disse não ter encontrado indícios de que o pagamento, feito em uma época na qual o suíço buscava a reeleição, constituiu um suborno, o que poupou os dois dirigentes de possíveis afastamentos vitalícios. Mas o organismo também declarou que a transação careceu de transparência e que representou um conflito de interesses.

A investigação ética começou depois que a Procuradoria-Geral da Suíça decidiu acusar Blatter criminalmente em função do pagamento a Platini. Os suíços também investigam a concessão das Copas do Mundo de 2018 e 2022 à Rússia e ao Qatar.

Blatter e Platini argumentaram que o pagamento se deu após um acordo verbal que os dois fizeram em 1998, e que dizia respeito a trabalhos que Platini realizou para a Fifa (que não foram especificados). Tanto Blatter quanto Platini cumpriam suspensão provisória de 90 dias desde o começo de outubro. Com Blatter de saída do
cargo de presidente, a Fifa realizará novas eleições para a entidade em 26 de fevereiro de 2016. O camaronês Issa Hayatou segue como presidente interino da entidade.

Com a decisão, os 17 anos de Blatter no comando do futebol internacional terminam em desgraça, em meio aos escândalos que levaram vários dirigentes ligados à Fifa para a cadeia, sendo que muitos outros foram indiciados pela Justiça dos EUA. Já Platini chegou a lançar candidatura, mas foi impedido por causa das suspensões. Agora, com a punição mais dura, as chances de voltar ao páreo praticamente não existem mais.

O secretário-geral da Uefa, Gianni Infantino, é o candidato da entidade. Além dele, a Fifa confirmou mais quatro nomes na disputa: o príncipe Ali Bin al Hussein (Jordânia), Salman Bin Ebrahim al Khlalifa (Bahrein), Jérôme Champagne (França) e Tokyo Sexwale (África do Sul).