Jogadores brasileiros são seduzidos por ofertas milionárias do futebol chinês

Nomes como; Paulinho, Jadson, Ricardo Goulart, Robinho, Diego Tardelli e Luis Fabiano. Esses são craques que já vestiram a camisa da Seleção Brasileira e hoje encantam torcedores do outro lado do mundo, na China, o novo milionário mercado do futebol.

Jogadores brasileiros são seduzidos por ofertas milionárias do futebol chinês
Craque do Corinthians poderá ser o novo contratado do futebol chinês

O próximo nome de peso que deve integrar essa lista é Elias. O volante do Corinthians, com quem tem contrato até o final de 2017, está tentado a aceitar a proposta que recebeu do Hebei China Fortune, que conquistou o acesso à elite na última temporada. O Corinthians já deu resposta positiva aos R$ 40 milhões oferecidos pelo jogador.

Falta apenas Elias dizer sim. Lá, o volante vai se juntar aos mais de 30 atletas brasileiros, nas duas divisões nacionais. Na primeira, só o campeão Guangzhou Evergrande tem cinco jogadores, quase todos titulares, assim como o terceiro colocado, o Shandong Luneng.

E não precisa ser time de ponta para atrair os craques daqui. Prova disso é o Tianjin Quanjian, da segunda divisão chinesa, que recentemente levou Luis Fabiano, em final de contrato com o São Paulo, e Jadson, do Corinthians, por R$ 21 milhões da multa rescisória. Além dos atletas, os técnicos também estão indo. Foram para lá Vanderlei Luxemburgo, Mano Menezes e Luiz Felipe Scolari, três dos últimos técnicos da Seleção, além de Cuca, que acabou de deixar o país.

Para se ter uma ideia da potência do futebol chinês, já há mais brasileiros lá do que em campeonatos de ponta na Europa, como no inglês, com 15 na temporada 2014/2015, e no alemão, com 20, no mesmo período. Um dos segredos desse dinheiro todo vem do investimento por parte de empreiteiras, montadoras de carros, empresas farmacêuticas e verbas do governo chinês, que sonha ver a China vencer uma Copa do Mundo. O entusiasmo é tanto que foi aprovada recentemente a obrigatoriedade do ensino do futebol no país.

E o que os clubes brasileiros têm a ver com essa nova ordem? Tudo. Com muito dinheiro para investir, os chineses, no momento, seduzem os principais jogadores. E o que sobra para grandes times daqui é apostar em jovens, promessas e craques de divisões inferiores ou com idade avançada. “Os jogadores mais rodados encontram na China uma boa opção para ganhar dinheiro. O nosso mercado está totalmente parado”, disse Ataíde Gil Guerreiro, vice-presidente de futebol do São Paulo.