Polícia de Campinas apura tentativa de roubo ao banco Itaú de Barão Geraldo

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A Polícia Civil de Campinas irá investigar se aconteceu de fato o sequestro, cárcere privado e tentativa de roubo no caso do vigilante que invadiu uma agência bancária com um suposto explosivo amarrado ao corpo, na quinta-feira (23), no distrito de Barão Geraldo, em Campinas. Segundo o vigilante, ela estava sendo monitorado pelos criminosos a distancia, que queriam o dinheiro do cofre e avisaram que explodiriam tudo se ele não conseguisse pegar o dinheiro do banco. O material foi desarmado pelo Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) e o homem encaminhado para a delegacia para prestar esclarecimentos.

O caso
O vigilante, de 24 anos, que é morador de Paulínia chegou mais cedo na agência onde trabalha desde 2013 e disse ao gerente que estava com uma bomba presa ao corpo, sendo monitorado a distância pelos assaltantes. O vigilante pediu para o gerente conversar com uma pessoa no celular que pedia para que o cofre fosse aberto.

Segundo uma testemunha o vigilante foi colocado ao chão e rendido. “outros seguranças da agência puxaram o vigilante para fora do banco, jogaram ele no chão e colocaram as armas nele. Aí, começou a chegar polícia de todo lado”, conta um comerciante local.

artefato-detonado-em-barao-geraldoO Gate veio de helicóptero da capital para retirar e desarmar o suposto explosivo. Em seguida, a polícia começou um trabalho de investigação para encontrar possíveis contradições na versão contada pelo vigilante. “Há algumas incoerências, mas isso pode ser fruto da situação de stress que ele se encontrava, porém, tudo vai ser avaliado”, disse o tenente-coronel da PM, Marci Helber da Silva.

O vigilante foi levado para a Delegacia de Investigações Gerais (DIG) para prestar depoimento. Foram ouvidos além dele, o supervisor e uma vigia que trabalhava na agência.

Segundo os investigadores, não foi dito nada que pudesse contribuir ainda mais com a suspeita sobre o vigilante. No meio da tarde, ele saiu da delegacia algemado para diligências com os policiais. No entanto, retornou à DIG de roupa trocada, com as mãos para trás, mas sem as algemas.

A Polícia Civil não quis dar detalhes do depoimento do vigilante, disse apenas que ele teria sido sequestrado na noite de quarta-feira (22) para ir com o suposto explosivo até a agência. No final do dia, ele foi liberado pelo delegado. A agência do Itaú que ficou fechada na quinta-feira, abrirá normalmente nesta sexta-feira (24).