Presidente do Senado decide manter prosseguimento do impeachment da presidente Dilma

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O presidente do Senado, Renan Calheiros, informou na tarde desta segunda-feira, 9 de maio, que irá manter o cronograma do processo de impeachment da presidente Dilma no Senado por considerar que a decisão do presidente interino da Câmara dos Deputados, Waldir Maranhão de anular a votação do caso na Câmara, foi ilegal e classificou a atitude do parlamentar como ‘intempestiva’. A decisão de Waldir Maranhão foi anunciada na manhã desta segunda-feira(09/05).

“Já houve leitura de autorização no plenário, instalação da comissão especial, que fez nove
reuniões, totalizando quase 70 horas de trabalho”, ressaltou o presidente do Senado. Com a decisão o Senado mantém a previsão de votação da abertura do processo de impeachment para quarta-feira (11).

Se a Casa referendar a decisão, por maioria simples, Dilma Rousseff será afastada por 180 dias e o vice-presidente Michel Temer assumirá o comando do país neste período. Enquanto isso, a comissão especial prosseguirá com a investigação. Após a conclusão a presidente Dilma poderá retornar ao cargo ou ser afastada em definitivo.

Senador Delcídio do Amaral

O presidente do Senado Renan Calheiros afirmou porém, que a pauta do impeachment só será votada depois que o Senado decidir sobre a cassação do senador Delcídio do Amaral (sem partido-MS), que chegou à Casa antes do processo de impedimento.

Deputado Waldir Maranhão revoga decisão

O presidente interino da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA), decidiu no final da noite desta segunda-feira (09/05) revogar a sua própria decisão de anular a sessão da Câmara que autorizou a abertura do processo de impeachment de Dilma Rousseff.

O recuo, confirmado pela assessoria de imprensa da Câmara, tem apenas quatro linhas, e já foi comunicado ao presidente do Senado, Renan Calheiros. Horas antes, Maranhão havia informado a sua decisão a deputados do PP, o seu partido.

“Revogo a decisão por mim proferida em 9 de maio de 2016, por meio da qual foram anuladas as sessões do plenário da Câmara dos Deputados ocorridas nos dias 15, 16 e 17 de abril de 2016, nas quais se deliberou sobre denúncia por crime de responsabilidade número 1 de 2015”, diz o texto de sua decisão.

Maranhão tinha relatado a interlocutores o receio de, por causa da decisão, ser expulso do PP e, consequentemente, perder seu mandato.