Grupo terrorista assume responsabilidade por ataque em boate gay nos Estados Unidos

 

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Vista aérea da boate Pulse em Orlando onde ocorreu o ataque que deixou 50 mortos

Em um boletim divulgado nesta segunda-feira (13 de junho) a rádio oficial do grupo extremista Estado Islâmico (EI) assumiu a responsabilidade pelo massacre de Orlando (Flórida, EUA), cometido por um “soldado do califado”, que deixou 50 mortos em uma boate gay.

O comunicado foi divulgado em inglês e árabe através da agência de notícias Amaq, que é ligada aos jihadistas. O EI costuma reivindicar com rapidez atentados ocorridos no Ocidente, mesmo os realizados pelos chamados “lobos solitários”, que operam sem coordenação com células da organização.

“O irmão Omar Mateen, um soldado do califado, realizou uma incursão de segurança com a qual conseguiu irromper no clube noturno de homossexuais de Orlando, onde matou e feriu mais de cem antes de ser assassinado”, afirma o boletim da Rádio Al-Bayan do EI.Oficialmente, as autoridades americanas ainda investigam a motivação do ataque e não confirmaram uma ligação direta do atirador com o grupo terrorista.

ataque-em-boate-gay-nos estados-unidos-deixa-50-mortosPai do atirador pede desculpas por massacre –  Mesmo antes de se confirmar as causas pelo massacre em Orlando o pai do atirador se desculpou pelo massacre, em entrevista à TV NBC News neste domingo. Ele se mostrou arrasado pela atitude do filho e comentou que Omar já havia mostrado comportamentos de repúdio diante de casais homossexuais.

Nós estamos falando que estamos nos desculpando por todo o incidente. Não estávamos cientes das ações que tomaria. Estamos em choque como o restante do país. Isso não tem nada a ver com religião — disse.




O pior ataque a tiros da história dos EUA
Na madrugada do domingo (12 de junho) Omar Saddiqui Mateen, 29 anos, abriu fogo contra o público da boate Pulse, em Orlando, no pior ataque a tiros da história dos EUA e que foi qualificado pelo presidente Barack Obama de “ato de terrorismo e ódio”. A tragédia chocou as pessoas do mundo todo e coloca mais uma vez as pessoas com medo da violência e do radicalismo.

O número de mortos faz do ato o pior ataque a tiros da história dos EUA. O último com proporções comparáveis foi o massacre de 2007 na universidade Virginia Tech, que deixou 32 mortos. Este é o pior massacre terrorista em solo americano, depois do 11 de setembro.

Segundo a imprensa americana, Mateen expressou sua lealdade ao EI em um telefonema para o número de emergência 911 pouco antes do ataque. Omar Mateen é filho de pais afegãos e tinha dupla cidadania (americana e afegã), de acordo com a emissora. O suspeito não possuia antecedentes criminais aparente, mas os dados ainda serão confirmados pela polícia. Mateen esteve “no radar” dos funcionários dos EUA por algum tempo, mas não era o alvo de uma investigação específica.



Alvo do atirador
A boate Pulse, local do massacre de Orlando, é uma das casas noturnas mais emblemáticas da causa da comunidade LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transexuais) na Flórida e nos Estados Unidos.
Vítimas
As autoridades disseram na manhã desta segunda-feira (13 jun) que todas as vítimas já foram retiradas do local .Até o momento, 26 vítimas foram identificadas, segundo a Prefeitura de Orlando. Muitos jovens, latinos e infelizmente vítimas do terror.

 

Presidente dos Estados Unidos fala sobre o ataque

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, fez uma declaração na tarde deste domingo(12 jun) e chamou de “ato de terrorismo e de raiva” Obama declarou ainda rezar pelas famílias, “que Deus dê a elas a força de aguentar o insuportável”.

“Nenhum ato de terror pode mudar o que somos”, disse o presidente. “Diante do ódio e da violência, nós vamos amar uns aos outros. Não vamos nos render ao medo e nos virarmos uns contra os outros”, e finalizou dizendo que esse foi um ataque à todos os americanos e criticou o preconceito.