Tragédia em Orlando: Ataque em boate gay nos Estados Unidos deixa 50 mortos;Presidente Obama faz declaração

 Líderes da comunidade local se abraçam em frente a boate gay "Pulse". Imagem: Phelan M. Ebenhack/AP
Líderes da comunidade local se abraçam em frente a boate gay “Pulse”. Imagem: Phelan M. Ebenhack/AP

Uma tragédia no estado da Flórida nos Estados Unidos na madrugada deste domingo (12 de junho) deixou 50 mortos. O ataque em uma boate voltada para o público LGBT na cidade de Orlando foi o pior da história americana, segundo um novo balanço, divulgado neste domingo pelo prefeito da cidade, Buddy Dyer com 50 mortos e 53 feridos.

Ao lado de representantes da polícia local, do FBI, de médicos e de um líder muçulmano, o prefeito lamentou dar a notícia e disse “Há sangue por todo lado”. O autor do ataque, morto em confronto com a polícia, foi identificado por redes de TV como sendo Omar Mateen, cidadão americano de origem afegã.O número de mortos faz do ataque o mais fatal decorrente de tiroteio em massa na história dos Estados Unidos, depois do massacre de 2007 na universidade Virginia Tech, que deixou 32 mortos, segundo a Reuters. “Depois que verificamos que não havia mais explosivos, conseguimos entrar e ver que o número de mortos era muito maior do que o que pensávamos”, explicou o chefe de polícia, John Mina.

Brasileiros
O Itamaraty afirmou que, por enquanto, não há registro de brasileiros entre as vítimas. A polícia tenta agora identificar os corpos para avisar os parentes.

 




O ataque
A policia de Orlando informou que foi chamada por volta das 2h (3h de Brasília) e, quando agentes chegaram à boate, houve troca de tiros do lado de fora e o atirador voltou para dentro e fez reféns por algumas horas. “Às… 5h nesta manhã, foi tomada a decisão de resgatar as vítimas mantidas reféns dentro do local. Nossos policiais trocaram tiros com o suspeito. O suspeito está morto”, disse o chefe de polícia de Orlando, John Mina.

O suspeito portava um rifle AR-15 e uma arma de pequeno porte, além de um “dispositivo suspeito” não identificado nele. O Corpo de Bombeiros deslocou uma equipe de desativação de artefatos explosivos, indicou o jornal local “Orlando Sentinel”.

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Local onde fica a boate Pulse – na cidade de Orlando, estado da Flórida nos EUA

A boate Pulse, que se apresenta em seu site como “o bar gay mais quente de Orlando”, publicou no Facebook uma última mensagem urgente: “Todos saiam da Pulse e continuem correndo”. “Assim que tivermos informações, os atualizaremos. Por favor, tenham todos em suas orações enquanto afrontamos este trágico evento. Obrigada por seus pensamentos e amor”, acrescentou o clube em outra mensagem nessa rede social.

 




 

Segundo caso em Orlando
O caso ocorre um dia depois da morte da cantora Christina Grimmie, assassinada após fazer um show também em Orlando. Kevin James Loibl, de 27 anos, foi identificado como autor dos disparos. A polícia acredita que os dois casos de violência não estão relacionados.

Possível terrorismo
O caso da boate em Orlando é investigado pelo FBI como um possível ataque terrorista doméstico, considerando que o suspeito poderia ter “inclinação” pelo terrorismo islâmico, segundo os agentes federais.

Hospitais locais, que ativaram um plano de emergência, afirmam que algumas vítimas estão em estado crítico e que tentam descobrir os nomes para dar informações às famílias. O presidente da sociedade islâmica local participou de uma coletiva de imprensa junto a autoridades e disse que se tratou de uma ação individual, que não está ligada a redes terroristas. Ele elogiou o trabalho da polícia.




Presidente Barack Obama fala sobre o ataque

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, fez uma declaração na tarde deste domingo(12 jun) e chamou de “ato de terrorismo e de raiva” o atentado a uma boate gay na cidade de Orlando que resultou na morte de pelo menos 50 pessoas e deixou outras 53 feridas. Mais cedo, o presidente dos EUA havia determinado que o governo federal forneça toda a assistência necessária a autoridades locais de Orlando.

 

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Presidente dos Estados Unidos Barack Obama

 

Obama declarou ainda rezar pelas famílias, “que Deus dê a elas a força de aguentar o insuportável”.

Quanto às causas do ataque, Obama diz que ainda serão apuradas mas “Sabemos o suficiente para afirmar que este foi um ato de terror e de ódio”, disse. Ele disse que conversou com o prefeito de Orlando e lhe ofereceu condolências e ajuda. “Este é um dia triste para a comunidade LGBT”, afirmou.

“Nenhum ato de terror pode mudar o que somos”, disse o presidente. “Diante do ódio e da violência, nós vamos amar uns aos outros. Não vamos nos render ao medo e nos virarmos uns contra os outros”, e finalizou dizendo que esse foi um ataque à todos os americanos e criticou o preconceito.