Caças da Marinha Brasileira colidem e um cai no mar no Rio de Janeiro; piloto está desaparecido

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Aeronaves faziam treinamento militar quando colidiram na região de Saquarema no RJ

Um caça da Marinha Brasileira caiu no mar da Região dos Lagos do Rio de janeiro na tarde de terça-feira (26-jul) após colisão entre as aeronaves durante um exercício de treinamento padrão quando duas aeronaves AF­1B treinavam ataques a alvos de superfície com a fragata Liberal. O piloto precisou se ejetar, caiu no mar com vida e está sendo procurado pelo Corpo de Bombeiros. A aeronave também caiu no oceano, próximo à Praia de Jaconé, em Saquarema, a cerca de 100 km da capital. A Marinha informou que faz as buscas pelo piloto e está apoiando a família do militar. A aeronave que caiu no mar é do modelo AF-1 Skyhawk, de uso militar.

O acidente é o segundo no Rio de Janeiro em menos de um mês e aconteceu quando a aeronave retornava de exercícios. As causas do incidente ainda estão sendo investigadas. O Corpo de Bombeiros informou que a segunda aeronave que participava do mesmo treinamento conseguiu pousar com segurança.

 




Histórico
O avião acidentado passara por processo de modernização na Embraer, segundo contrato de R$ 106 milhões assinado em 2009, envolvendo a compra de 12 aeronaves do modelo. Os Skyhawk adquiridos pelo Brasil lutaram na Guerra do Golfo (1990-1991), tendo cumprido missões na Operação Tempestade do Deserto. Atualmente, porém, são consideradas aeronaves obsoletas (os EUA aposentaram as últimas em 1999).

O País comprou 23 A-4 Skyhawk, todos da versão A-4KU, a última a ser produzida. Três eram modelos com dois lugares, para treinamento; os demais eram monopostos, com espaço apenas para o piloto. Porém, apenas 12 continuavam em condições de voo.

Os aviões foram comprados do Kuwait ainda durante o governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), para equipar o porta-aviões São Paulo, adquirido da Marinha francesa, onde servira sob o nome de Foch. Desde os anos 1940, com a criação do Ministério da Aeronáutica, a Marinha não mantinha aviões de combate.

As aeronaves ficam na Base de São Pedro d’Aldeia, onde integram o Primeiro Esquadrão de Aviões de Interceptação e Ataque (Esquadrão VF-1). Deveriam atuar a partir do São Paulo, mas o porta-aviões teve vários problemas técnicos nos últimos anos, incluindo um incêndio. Os caças A-4 usados pela Marinha do Brasil devem ser aposentados em 2025.