Pílula contra o câncer começa a ser testada em humanos no estado de São Paulo

A partir desta segunda-feira (25-jul), a fosfoetanolamina sintética mais conhecida como “pílula do câncer”, passará a ser oficialmente testada em humanos, como parte da pesquisa para atestar sua eficácia. Esta será a primeira vez que a substância passará por testes oficiais com pessoas para verificar sua segurança e efetividade. Testes in vitro e em animais encomendados pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações não apontaram resultados satisfatórios para a substância.

 




A pesquisa, conduzida pelo Icesp (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo), começará com dez pacientes, que serão medicados com a substância para avaliar a segurança da dose que vem sendo administrada nos tratamentos “informais” feitos até hoje. Se não houver efeitos colaterais graves, ela segue adiante. Nesse ponto, segundo o Icesp, começa o estágio 1 da pesquisa. Serão acrescentados mais 210 pacientes, sendo 21 para cada um dos 10 grupos de tumor: cabeça e pescoço, pulmão, mama, cólon e reto (intestino), colo uterino, próstata, melanoma, pâncreas, estômago e fígado.

Caso haja sinais de atividade da substância nessa fase, começa o estágio 2, com a inclusão de mais 20 pacientes de cada grupo. Sucessos farão integrar mais pacientes ao estudo até o máximo de mil. “Nossa prioridade é a segurança dos pacientes, por isso, nesse primeiro momento, vamos avaliar se a droga é segura e se há evidência de atividade”, disse, o diretor-geral do Icesp, Paulo Hoff. Imbróglio A “pílula do câncer”, desenvolvida pelo Instituto de Química da USP (Universidade de São Paulo), em São Carlos, foi usada por cerca de 20 anos sem nunca ter sido testada.

Ela era distribuída gratuitamente a pessoas interessadas pela equipe coordenada pelo professor aposentado Gilberto Chierice. Ele, inclusive, acompanha os testes atuais.