Domingo é marcado por protestos contra Michel Temer e por “diretas já”; manifestantes ocupam a Avenida Paulista

protestos-contra-michel-temer-avenida-paulista-sao-paulo

Neste domingo (04 de setembro) cerca de 100 mil manifestantes segundo os organizadores ocuparam a Avenida Paulista para protestar contra o atual presidente Michel Temer (PMDB). A manifestação começou por volta das 15h30 no vão livre do Masp, principal palco de atos na cidade, após a passagem da tocha paralímpica. A polícia militar não fez estimativa do público. Houve também protestos em outras capitais como Rio de Janeiro, Salvador e Curitiba.

 




Em São Paulo a via tinha manifestantes por toda a extensão, a concentração maior foi na região do Masp, entre a praça do Ciclista e a avenida Brigadeiro Luís Antônio. Os manifestantes seguiram da Paulista para o largo da Batata, pela avenida Rebouças com  gritos de “Fora, Temer”, “Golpistas, não passarão” e “Diretas, já”.

Convocado pelas redes sociais, a manifestação foi organizada pela Frente Brasil Popular – formada por movimentos como Central Única dos Trabalhadores (CUT) e Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) – e pelo grupo Povo Sem Medo, que reúne mais de 30 movimentos sociais, como o MTST. Os atos tiveram um pedido em comum: o pedido por novas eleições, após ser consumado o impeachment de Dilma Rousseff em 31 de agosto.

faixas-de-protesto-fora-temer-avenida-paulista-sao-pauloO protesto foi pacífico durante todo o trajeto da avenida Paulista até o largo da Batata, na zona oeste. No final, policiais militares soltaram bombas de gás lacrimogêneo e jatos d ´água, enquanto as lideranças da manifestação pediam para a multidão dispersar.

Questionado, na China, sobre o tamanho do movimento, estimado em quase 100 mil pessoas pelos organizadores o ministro Henrique Meirelles (Fazenda) disse que a manifestação ” foi razoável” e que teve “número bastante substancial de pessoas”.

protestos-contra-governo-temer-em-sao-paulo

Com o grande público na Paulista, os manifestantes ironizaram tanto a declaração de Michel Temer (PMDB) ( o peemedebista disse que os protestos que ocorreram ao longo de toda a semana na capital paulista eram de “40 pessoas que quebravam carros”) como a
frase do ministro José Serra, que chamou os atos de “mini mini mini”. O protesto contou com outros políticos, como Eduardo Suplicy (PT) e com artistas, como Letícia Sabatella.

Há relatos de que possam haver  novas manifestações no feriado de 07 de setembro (quarta-feira) contra o governo Michel Temer e com pedido de novas eleições para presidente do Brasil.