Febre Amarela: Vacinação no estado de São Paulo é antecipada; veja os locais e cuidados a serem tomados

A epidemia de febre amarela que ocorre em vários estados do Brasil fez com que a Organização Mundial da Saúde (OMS), considerasse todo o estado de São Paulo como área de risco. Segundo a OMS, a decisão foi tomada “considerando o aumento da atividade do vírus” observada em todo o estado.

Viajantes de outros países têm sido orientados quanto ao real problema no estado e nas demais regiões do país. Essa recomendação pela OMS não tem como prever especificamente o destino de viajantes nesses territórios e, por isso, a recomendação foi para todo o estado de São Paulo.


A Secretaria de Saúde do estado de São Paulo registrou 21 mortes por febre amarela silvestre em todo o estado desde janeiro de 2017, segundo dados divulgados no último dia 12. Também foram confirmados 40 casos autóctones (quando a doença é contraída na própria cidade e não vem de pessoas que viajaram para regiões afetadas) de febre amarela silvestre no estado desde janeiro de 2017.

Segundo o governo de São Paulo, os locais de infecção que resultaram em morte ocorreram nos municípios de Américo Brasiliense, Amparo, Atibaia, Batatais, Itatiba, Jarinu, Mairiporã, Monte Alegre do Sul, Nazaré Paulista, Santa Lucia e São João da Boa Vista.

A cidade de Mairiporã, que faz divisa com a capital paulista, é uma das que registrou o maior número de contaminações por febre amarela (foram 42 registros e 3 pessoas mortas) sendo que dois dos mortos são residentes na cidade e uma delas estava em trânsito.



Vacinação antecipada
O governador Geraldo Alckmin, que também é médico anunciou que a vacinação fracionada contra a febre amarela em 54 municípios do estado será antecipada para o dia 29 de janeiro. Anteriormente, o governo havia anunciado que a aplicação das doses seria realizada a partir do dia 3 de fevereiro. A campanha de vacinação também será encerrada com uma semana de antecedência, no dia 17 de fevereiro.

A meta inicial do governo de SP é de imunizar 6,5 milhões de pessoas sendo deste total 2,5 milhões de pessoas apenas na capital paulista com dose fracionada, que tem 0,1 ml, enquanto que uma dose convencional tem 0,5 ml. Com isso, uma vacina que antes era destinada para uma pessoa pode ser aplicada em quatro indivíduos e podendo até chegar a cinco.

Veja o endereço dos postos de vacinação no estado de São Paulo

Vacinação em clinicas particular
A alta procura pela vacina contra a febre amarela fez esgotar os estoques em várias clínicas particulares em São Paulo depois da epidemia que se instaurou em várias cidades do estado.

Em hospitais de referencias como Hospital Albert Einstein, Delboni, Lavoisier, Ciname, Pró-Imune, Vacinar e Clinivac e todos confirmam o desabastecimento da vacina.



A maior parte das vacinas nas clínicas privadas vem do laboratório Sanofi Pasteur, que também enfrenta problemas com o aumento da demanda. De acordo com o laboratório para o processo de importação, devem-se cumprir diversas regras sanitárias que exigem certo tempo. O Sanofi Pasteur não informa quando as clínicas poderão retomar a vacinação, mas diz que trabalha para que seja o mais rápido possível.

A dose custava em torno de R$ 180,00, mas o preço poderá aumentar após a reposição, dependendo do custo do fornecedor, dizem as clínicas e hospitais particulares.



Principais duvidas quanto a vacinação

Quem pode tomar a vacina?
Crianças a partir de nove meses e adultos até 59 anos.

Quem não pode tomar a vacina, mesmo estando em regiões de risco?
Crianças menores de nove meses. Pessoas com câncer, indivíduos que passaram por transplante e pessoas com alergia grave ao ovo. Todos com deficiência no sistema imune também devem consultar um médico.

Como proteger bebês com menos de nove meses e pessoas que não podem tomar a vacina?
Nesses casos, devem ser utilizados métodos para evitar picadas de mosquitos e, no caso de viagem para área de risco, analisar a possibilidade de adiamento.

Para quem mora em região de risco, o uso de repelentes, telas de mosquito, blusas de manga comprida e calças, além da manutenção de portas e janelas fechadas podem ajudar a evitar a exposição.

O repelente é contraindicado para crianças menores de seis meses, que devem ser mantidas todo o tempo em ambientes protegidos por telas e mosquiteiros em regiões de risco, informa o Ministério da Saúde.



Quem pode tomar com restrições?
Pessoas acima de 60 anos e gestantes só devem receber o imunizante se não apresentarem nenhuma contraindicação e estiverem muito próximas a locais com casos relatados.

Indivíduos com HIV/Aids também podem desde que não apresentem imunodeficiência grave. Para isso, deve ser feito exame para contagem de CD4 (células de defesa), informa a Fiocruz. Mulheres que estão amamentando devem suspender o aleitamento materno por 10 dias após a vacinação.

A dose fracionada protege da mesma forma que a padrão?
Estudos da Fiocruz demonstraram que 0,1 ml da vacina (dose fracionada) garante imunidade contra a febre amarela por oito anos. O período corresponde ao tempo de acompanhamento de pessoas que receberam a vacina em estudo. Com o passar dos anos, pode ser que a vacina tenha um período maior de eficácia. Já a dose padrão, se sabe que uma única aplicação protege a pessoa por toda a vida.



Reações da vacina
A vacina pode gerar reações entre o sétimo e o décimo dia, após a aplicação. Diversos sintomas podem surgir, entre eles: febre, dor no braço, sentimento de cansaço, dores nas pernas e dor de cabeça que não duram mais de três dias. A vacina preventiva contra a febre amarela, existe há mais de 70 anos, é uma medicação segura, produzida com o vírus vivo atenuado da doença.

Outra reação pode ser no local onde a vacina foi aplicada, que podem ser: dor, vermelhidão e edema. Nesses casos, é recomendado utilizar compressas frias no local.