Funcionários dos Correios entram em greve em todo o país

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Principal motivo da greve é o de evitar mudanças no plano de saúde dos funcionários co cobrança extra

Após uma série de assembleias sindicais na última semana, os funcionários dos Correios decidiram entrar em greve nesta segunda-feira (12-mar) por tempo indeterminado. Segundo o Sindicato da categoria, o principal motivo da greve é o de evitar mudanças no plano de saúde dos funcionários, que envolvem a cobrança de mensalidades do titular e de dependentes que chegariam a até R$ 900.



O Tribunal Superior do Trabalho (TST) julga nesta segunda as mudanças no plano de saúde da categoria, depois que trabalhadores e empresa terem, sem sucesso, tentado chegar a um acordo sobre a questão. Ainda de acordo com a nova proposta dos Correios, o trabalhador deve pagar até 30% em cima de procedimentos e consultas.

Além dos planos de saúde, os trabalhadores apresentam outras acusações contra a empresa, como a extinção de cargos internos e o fechamento de agências da empresa – na semana passada, os Correios havia anunciado que encerraria atividades em 250 agências por todo o país.

Outro lado
Os Correios divulgaram nota afirmando que “a greve é um direito do trabalhador”, mas que neste caso só aprofunda mais a crise econômica pela qual a empresa passa e que, de acordo com eles, é o motivo das mudanças que geraram a insatisfação dos empregados. Os balanços econômicos divulgados pela empresa apontam que os Correios, acumula aproximadamente R$ 6 bilhões de prejuízo entre 2015 e 2017.



A nota divulgada também mostrava uma posição irredutível dos Correios em relação ao pagamento de mensalidades para manter o plano de saúde. “A empresa aguarda uma decisão conclusiva por parte do TST para tomar as medidas necessárias, mas ressalta que já não consegue sustentar as condições do plano, concedidas no auge do monopólio, quando os Correios tinham capacidade financeira para arcar com esses custos”, afirma a nota.

Taxa extra
Na sexta-feira passada a Justiça suspendeu uma cobrança extra de R$ 3,00 reais que a empresa pretendia fazer para entregar na cidade do Rio de Janeiro devido ao risco do serviço na cidade. Os Correios também tentaram aumentar o preço do frete para um de seus principais clientes, o site Mercado Livre, mas foram barrados por liminar na semana passada.