Aumentam relatos de explosão de celulares em carregadores; saiba como evitar que isso aconteça

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Orientação de especialistas é a de sempre que for usar o telefone, desconectá-lo do carregador

Os relatos de explosão de bateria de celular estão cada vez mais comuns para a infelicidade dos usuários, ao todo neste ano já são cinco casos de lesão relacionados a baterias e carregadores de celular. Estatisticamente, o número de ocorrências é baixíssimo frente ao total de smartphones em uso no Brasil, que já supera 220 milhões. Ainda assim, há precauções que diminuem ainda mais a chance de acidentes do tipo.



Explosões são resultado do superaquecimento dos aparelhos, aponta Luiz Kretly, professor da Unicamp Campinas especializado em microeletrônica. Em geral, o professor explica, baterias de íons-lítio são preparadas para aguentar temperaturas de até 135ºC. mas, o calor pode gerar curto-circuito entre os polos positivo e negativo da bateria, dando início a uma reação em cadeia que leva os componentes inflamáveis da bateria à combustão.

Derrubar o aparelho também pode, eventualmente, fazer com que ele entre em curto-circuito o que poderia amassar os eletrodos [polos condutores de corrente elétrica]. Hoje, a taxa de explosões é bem menor do que no começo dos anos 2000, “Agora, existem metais que contém o lítio, elemento inflamável quando entra em contato com o oxigênio, e as tornam mais seguras” explica Luiz Kretly.

A maior parte dos dispositivos atuais tem uma válvula que funciona como a da panela de pressão. Se a temperatura aumentar e a pressão subir demais, a bateria abre para que não ocorra explosão. Mas a proteção pode falhar, principalmente em produtos não certificados ou com defeito de fabricação.

Carregador de celular também pode causar acidentes?
No Brasil, dois casos relacionados a carga de celular resultaram na morte de jovens – em junho, um rapaz de 22 anos morador de Taubaté (SP) sofreu uma parada cardíaca após receber uma descarga elétrica quando ele tentou usar o celular conectado ao carregador. No mesmo mês, um adolescente de 16 anos foi eletrocutado no Ceará sob as mesmas condições. O rapaz atendeu uma ligação enquanto o celular estava carregando e não resistiu à descarga elétrica.



E nesta semana, um morador de Araçatuba (SP) teve a perna queimada após um celular explodir dentro do bolso de sua calça. Na China, uma criança de 12 anos ficou cega e perdeu um dedo da mão direita depois que o celular explodiu, de acordo com a mídia local. Na Índia, uma moça de 18 anos morreu enquanto fazia uma ligação. Em todos os casos, uma coisa em comum: o aparelho estava conectado a uma tomada.

Por que é perigoso mexer no celular enquanto ele está sendo carregado?
O superaquecimento do aparelho é o principal problema ao manuseá-lo durante o carregamento da bateria, especialmente em celulares com as opções de carga “rápida” ou “turbo”, devido à grande quantidade de energia e volts utilizadas na ação.

Caso seja necessário o uso do equipamento para a realização de ligações, deve-se desconectar o carregador do celular e retomar a carga da bateria apenas após o fim da chamada. Não há problema em responder rapidamente uma mensagem de texto, por exemplo. Porém, não é indicado o uso constante durante o carregamento.