Baixa umidade do ar deixa várias cidades da região de Campinas em estado de atenção

Nível ideal para o organismo humano gira entre 40% e 70%
Nível ideal para o organismo humano gira entre 40% e 70%

A baixa umidade relativa do ar deixou 12 das 20 cidades da Região Metropolitana de Campinas (RMC) em estado de atenção. As cidades de Americana, Artur Nogueira, Campinas (Barão Geraldo), Cosmópolis, Engenheiro Coelho, Holambra, Hortolândia, Indaiatuba, Morungaba, Nova Odessa, Sumaré e Valinhos registraram índices entre 20% e 30% de umidades.

Outras 6 cidades da região permanecem em estado de observação, incluindo Paulínia, Jaguariúna, Pedreira, Santa Bárbara d’Oeste e Santo Antônio de Posse que tiveram índices um pouco maior, ficando entre 30% e 31%.

Quando a umidade do ar cai, aumentam os índices de poluição e há risco de maior número de queimadas e reflexos negativos na saúde. Segundo o Centro de Pesquisas Meteorológicas da Unicamp (Cepagri), não existe nenhuma previsão de chuvas no decorre da semana.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o nível ideal para o organismo humano gira entre 40% e 70%. Acima desses valores, o ar fica praticamente saturado de vapor d’água, o que interfere no nosso mecanismo de controle da temperatura corporal exercido pela transpiração. Quanto mais alta a temperatura e mais úmido o ar, mais lenta será a evaporação do suor, que ajuda a dissipar o calor e a resfriar o corpo. Algumas medidas simples podem ajudar a aliviar essa sensação de desconforto e mal-estar.

A baixa umidade do ar deixa também o sangue mais denso por causa da desidratação e favorece o aparecimento de problemas oculares e alergias. Mesmo quando a temperatura sobe, o ar seco faz seus estragos, pois acelera a absorção do suor pelo ambiente e resseca a pele. Os prejuízos para a saúde se tornam mais evidentes: dor de cabeça, complicações alérgicas, sangramento nasal, garganta seca e irritada, sensação de areia nos olhos que ficam vermelhos e congestionados, ressecamento da pele, cansaço.

Cuidados pessoais
– Lave as mãos com frequência e evite colocá-las na boca e no nariz;
– Procure manter o corpo sempre bem hidratado. Portanto, beba bastante água, mesmo sem sentir sede. Na hora do lanche ou da sobremesa, dê preferência a frutas ricas em líquidos, como melancia, melão e laranja, por exemplo. Em especial, fique atento à hidratação das crianças, idosos e dos doentes;
– Aplique soro fisiológico no nariz e nos olhos para evitar o ressecamento;
– Evite a prática de exercícios físicos entre 10h e 16 h;
– Use produtos para hidratar a pele do rosto e do corpo, pelo menos depois do banho e na hora de deitar;
– Coloque chapéus e óculos escuros para proteger-se do sol;
– Aproveite o vapor produzido pela água quente durante o banho para lubrificar as narinas

Cuidados com o ambiente
– Ponha toalhas molhadas, recipientes com água ou vaporizadores nos aposentos, principalmente nos quartos de dormir;
– Evite aglomerações e a permanência prolongada em ambientes fechados ou com ar condicionado, pois o ressecamento das mucosas aumenta o risco de infecções oportunistas das vias aéreas;
– Mantenha a casa sempre limpa e arejada. O tempo seco aumenta a concentração de ácaros, fungos e da poeira em móveis cortinas e carpetes;
– Procure não usar vassouras que levantam o pó por onde passam. Se não for possível utilizar aspiradores, utilize panos úmidos;
– Ligue os ventiladores de teto para cima. Ligados para baixo, levantam a poeira que se mistura no ar que você vai respirar.
– Deixe o carro em casa, sempre que possível; aproveite para dar uma caminhada quando for percorrer distâncias menores;
– Não queime lixo nem provoque queimadas por descuido ou desatenção.