Avião russo cai no Egito com 224 pessoas a bordo

Avião russo cai no Egito com 224 pessoas a bordo
Maioria dos passageiros havia saido de um resort na cidade egípcia Sharm el-Sheikh

Um avião russo com 224 passageiros caiu na região de Sinai, no Egito, neste sábado (31). Segundo informações de autoridades russas, a aeronave havia desaparecido 23 minutos depois de decolar de um resort na cidade egípcia Sharm el-Sheikh rumo a São Petersburgo, na Rússia, às 3h51 (1h51 de Brasília) e estava a 31.000 pés (9.500 metros), quando sumiu das telas de radar, segundo comunicado da agência de aviação civil da Rússia. Uma equipe de resgate das autoridades egípcias chegou ao local da queda e, de acordo com relatos dos oficiais, o acidente não deixou sobreviventes.

Foram enviadas dezenas de ambulâncias ao local para ajudar nos esforços de resgate. Até o momento, foram recuperados mais de 150 corpos dos destroços do avião. O presidente da Rússia Vladmir Putin declarou luto oficial neste domingo em todo o país em razão da tragédia. Parentes se reuniram no aeroporto de Pulkovo, onde o voo KGL 9268 deveria chegar.

O avião, um modelo Airbus A-321, tinha como destino o aeroporto Pulkovo da cidade russa de São Petersburgo. A aeronave 9268 transportava 224 pessoas, entre eles 200 adultos, 17 crianças e 7 tripulantes. Muitos dos passageiros eram turistas russos do resort egípcio de Sharm el-Sheikh.

Avião russo cai no Egito com 224 pessoas a bordo
Destroços do Airbus A-321 após queda em Sinai

As autoridades de segurança afirmaram que não há indicações que o avião foi abatido por extremistas islâmicos. A região da queda do avião é conhecida por ser reduto do grupo egípcio filiado ao Estado Islâmico, Província do Sinai.

O avião perdeu altura de maneira brusca pouco depois de levantar voo e caiu a uma velocidade de 1.800 metros por minuto. O piloto do voo 9268 usou o rádio para pedir à torre de controle orientação para um pouso de emergência no Cairo. Teria reportado problemas técnicos. A Airbus afirmou que a aeronave tinha dezoito anos de uso, acumulava cerca de 56.000 horas no ar e quase 21.000 voos. O governo russo anunciou que vai abrir um processo criminal contra a companhia área.