Adolescente de 18 anos morre após realizar exame em hospital de Campinas

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Uma adolescente de 18 anos morreu na segunda-feira (16-nov) após passar por procedimento de tomografia computadorizada no Hospital Vera Cruz, em Campinas.
Em 2013, três pessoas morreram após realizarem mesmo tipo de exame no hospital

Uma adolescente de 18 anos morreu na segunda-feira (16-nov) após passar por procedimento de tomografia computadorizada no Hospital Vera Cruz, em Campinas. Segundo o hospital, Petra dos Santos Heleno teve morte encefálica após realizar na manhã de sábado (14) após se submeter a uma tomografia com uso de contraste iodado, ao qual ela teria alergia.

De acordo com o Hospital Vera Cruz, ao preencher os dados, ela e a família não tinham o conhecimento de que a adolescente era alérgica ao contraste iodado que seria usado no procedimento.

A nota emitida, o hospital ressaltou que, segundo o Colégio Brasileiro de Radiologia, com base em estudos internacionais, as reações adversas do exame têm taxa de mortalidade entre 1 para cada 15 mil e 1 para cada 150 mil ocorrências entre pacientes que receberam contraste iodado iônico.

“O Hospital Vera Cruz se solidariza com a dor da família lamentando que o desfecho deste relato não correspondeu aos nossos desejos e expectativas”, informou o hospital em nota.

Caso mais recente
Em 2013, três pacientes morreram após realizaram exames de ressonância magnética no hospital Vera Cruz. Na época, a Secretaria Municipal de Saúde pediu a suspensão de procedimentos deste tipo e de tomografias com uso de contrastes em todas as clínicas e hospitais da região.

Após investigação, a Polícia Civil concluiu que uma falha humana causou a morte dos três pacientes que receberam na veia, por engano, a substância perfluorocarbono, que não pode entrar na corrente sanguínea.

O equívoco foi cometido por uma auxiliar de enfermagem, de 20 anos, que, para a polícia, pode ter sido induzida ao erro já que a clínica reaproveitava embalagens de soro para acondicionar o composto usado indevidamente.

A Vigilância Epidemiológica disse que ainda não foi notificada sobre o caso, mas que deve iniciar as investigações a partir desta terça-feira (17).

O delegado José Carlos Fernandes da Silva, do 1° Distrito Policial, afirmou que não houve registro de boletim de ocorrência para apuração da morte. O delegado ouviu a advogada da família, que afirmou, segundo ele, não haver dúvida quanto ao procedimento do hospital e, portanto não seria feito o Boletim de Ocorrência.