Justiça do trabalho de Paulínia fixa multa de R$ 50 mil para cada funcionário barrado de entrar na Petrobras

seta-voltar-paulinia

Justiça do trabalho de Paulínia fixa multa de R$ 50 mil para cada funcionário barrado de entrar na Petrobras
Funcionários em frente a uma das entrada de refinaria de Paulínia

A juíza Antonia Rita Bonardo da 2ª Vara do Trabalho de Paulínia concedeu um habeas corpus com pedido de liminar em que fica determinada multa de R$ 50 mil para cada petroleiro impedido de entrar para trabalhar na Petrobras de Paulínia, Replan.

Os grevistas que entraram em greve no dia 1º de novembro reivindicam o fim do plano de negócios da Petrobras, manutenção dos empregos e a garantia de condições seguras no trabalho. Segundo o sindicato dos petroleiros, 900 funcionários estão em greve na unidade, mas cerca de 100 do setor administrativo entraram na empresa na manhã desta quinta-feira (5).

A decisão da juíza determina que a Petrobras garanta a liberação dos funcionários após o término do turno, já que há casos de profissionais que estão no interior da refinaria há mais de 30 horas.

O sindicato dos petroleiros informou que, na liminar, a juíza concedeu três dias para que a categoria se posicione. Os petroleiros vão tentar reverter a decisão de multa quando se posicionarem. O Sindicato dos Petroleiros disse que vai ingressar na Justiça para ter acesso ao interior da Refinaria.

De acordo com o sindicato, eles foram impedidos de vistoriar a situação da produção, já que o número de funcionários do grupo de contingência, que entrou no início da greve, é desconhecido e pode estar abaixo do número aceitável. Este grupo é formado por engenheiros, gerentes e supervisores.