Petrobras de Paulínia irá substituir trabalhadores confinados há quase uma semana na empresa

seta-voltar-paulinia

Petroleiros da Petrobras de Paulínia entram em greve contra privatização
Grupo de trabalhadores está há quase uma semana sem sair da unidade de Paulínia

A direção da Petrobras de Paulínia se comprometeu com o Ministério Publico do Trabalho (MPT) nesta sexta-feira (6-nov) em substituir a equipe de contingência que está confinada na empresa desde o último domingo (1º) na refinaria Replan de Paulínia. O grupo confinado é formado por gerentes, coordenadores e engenheiros que não aderiu à greve e foi convocada pela empresa para manter o funcionamento da unidade, que opera sem interrupção.

Em audiência de conciliação, realizada no MPT de Campinas e que durou cerca de quatro horas, a empresa disse que a equipe confinada está trabalhando em revezamento, com turnos de 8 ou 10 horas. Esses trabalhadores são vitais para a empresa e não podem deixar a fabrica no momento de descanso, para isso foi montado um alojamento com dormitórios, refeitório, vestiário, armários e chuveiros. De acordo com a Petrobras Paulínia, todos os funcionários estão lá por vontade própria.

O MPT encaminhou um pedido de inquérito para apurar as reais condições de trabalho na refinaria. Na próxima segunda-feira (9), a Petrobras deverá enviar documento ao MPT esclarecendo quantos empregados ficaram confinados na unidade e quantos foram substituídos.

A reivindicação do Sindicato Unificado dos Petroleiros, foi a de participar da convocação da nova equipe de contingência, pedido que foi negado pela empresa e usa regra estabelecida por norma da própria companhia para estes caso e assim não podendo ter interferência externa.

A 2ª Vara do Trabalho de Paulínia expediu uma liminar em que fica determinado que o sindicato seja impedido de bloquear a entrada de funcionários que não aderiram à greve. A multa em caso de descumprimento é R$ 50 mil para cada trabalhador impedido. Com isso, hoje pela manhã, o movimento de caminhões e trabalhadores terceirizados era normal na Replan.

O sindicato reconhece que a refinaria está operando com a sua capacidade total, apesar da adesão de 90% dos petroleiros e de 60% dos empregados do setor administrativo. Porém, informa que a equipe atual não tem conhecimentos específicos para operar os equipamentos e com isso o risco de acidentes já é eminente.

Reivindicação
Os grevistas que entraram em greve no dia 1º de novembro reivindicam o fim do plano de negócios da Petrobras, manutenção dos empregos e a garantia de condições seguras no trabalho. Segundo o sindicato dos petroleiros, 900 funcionários estão em greve na unidade.

 

Leia também:

Justiça do trabalho de Paulínia fixa multa de R$ 50 mil para cada funcionário barrado de entrar na Petrobras

Petroleiros da Petrobras de Paulínia entram em greve contra privatização