Prefeitura de Campinas deixa de enviar resíduos para aterro sanitário de Paulínia

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Prefeitura de Campinas deixa de enviar resíduos para aterro sanitário de Paulínia
Máquina faz transbordo de lixo no Aterro sanitário Delta A em Campinas

Quase dois anos após enviar diariamente 1,4 mil toneladas de lixo para o aterro Estre, em Paulínia, e gastar R$ 48 milhões por ano com a exportação dos resíduos sólidos para a cidade vizinha, a Prefeitura de Campinas vai retomar as operações do aterro sanitário Delta A. Segundo o secretário municipal de Serviços Públicos Ernesto Dimas Paulella, a reativação do aterro, que está em fase final de aprovação junto à Cetesb, deverá ocorrer até o final de março.

A Prefeitura de Campinas tenta a liberação do Delta A junto a Cetesb desde o ano passado e, para dar continuidade na análise do pedido do Executivo, no início deste mês a Cetesb convocou representantes do poder público para uma reunião sobre o projeto de recuperação do aterro. Durante o encontro ficou definido que a prefeitura precisa apresentar informações complementares sobre o plano de adequação do local.

“O projeto apresentado à Cetesb prevê a recuperação do lado leste do Delta A, que teve espaço liberado porque houve decomposição de resíduos e, consequentemente, murchou a montanha de material do aterro. Sugerimos um tipo de inclinação do talude, mas a Cetesb quer a mudança do grau de inclinação proposto no projeto. Estamos finalizando essa intervenção no plano e vamos entregar a documentação nesta semana. Depois de entregar a modificação, acredito que em dois dias a Cetesb vai se manifestar sobre o caso”, disse Paulella.

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Aterro sanitário Estre Paulínia

Após a aprovação, explica o secretário, o Executivo vai ganhar um ano e meio de utilização do aterro. Com isso, não será necessário exportar o lixo para Paulínia. Além de aguardar a análise da proposta de readequação da face leste do aterro sanitário, a Administração municipal espera retorno da Cetesb para ampliar o lado norte do Delta, que nunca foi utilizado para depositar resíduos e poderá dar sobrevida de até cinco anos para o aterro com a ampliação da área de depósito.

Segundo a Cetesb, a liberação da face norte do Delta A depende de pedido de licenciamento ambiental, que ainda não foi solicitado pela prefeitura. O Executivo disse que entrará com a solicitação em breve, após retomar o uso do lado leste. O gasto com o serviço do lixo em Campinas gira em torno de R$ 120 milhões por ano.