Dia Mundial da Nutrição tem combinação importante de arroz com feijão, fonte de vitaminas e nutrientes. Veja orientações e receitas

Arroz-integral-com-feijao

A dupla tradicional no cardápio brasileiro arroz com feijão tem sido substituída por lanches e erroneamente tachada como engordativa. Com 11 tipos de grãos, todos com controle de resíduos de agrotóxico, a Broto Legal orienta pais que muitas vezes substituem alimento por guloseimas por falta de informações corretas.

O Dia Mundial da Saúde e Nutrição é comemorado em 31 de março. A data faz parte do calendário do Ministério da Saúde e tem o objetivo de conscientizar a população sobre a importância da saúde e da boa alimentação. A dupla mais famosa na mesa dos brasileiros tem preço acessível, é um prato que atende as necessidades nutricionais do organismo e, segundo os nutricionistas, os dois juntos têm muitas vitaminas e nutrientes. O carboidrato do arroz tem a energia que uma pessoa precisa para enfrentar a rotina do dia a dia e a proteína e o ferro do feijão fazem bem principalmente para intestino, coração e sistema imunológico.

Especialistas recomendam e orientam sobre como consumir arroz com feijão

A nutricionista Carolina Chuichmam explica que o arroz com feijão é uma combinação única, que não se encontra em outros alimentos. Ela recomenda o consumo diário: “As crianças entre quatro a oito anos podem ingerir a proporção de duas colheres de sopa de arroz para uma de feijão. A recomendação diária nutricional aumenta conforme a idade, prática de atividade física e outros fatores que envolvem o crescimento”,diz. A dupla arroz-feijão conta ainda com a abundância de vitaminas do complexo B e cálcio, importantes para a manutenção das células, fortalecimento dos ossos, cabelos e unhas, reparação muscular e prevenção de doenças, como anemia e diabetes.

Quanto à aceitação do prato em si, Carolina destaca que a dificuldade maior para os pais muitas vezes é iniciar as crianças nos alimentos saudáveis. De acordo com ela, o exemplo deve vir da família: é necessário que toda a família coma de maneira saudável para que a criança se espelhe no grupo e não associe o alimento a uma imposição.

Ela também sugere fazer pratos devem ser coloridos e chamativos para atrair a atenção da criança e lembra que o arroz integral é ainda mais saudável para o consumo. Como o sabor não é muito aceito pelas crianças, uma dica é misturar o arroz integral no arroz branco aos poucos e ir reduzindo gradativamente a quantidade do segundo. Outra dica para os pais é misturar verduras e legumes ao arroz para a criança que tem dificuldades em comer esses alimentos.

Carolina destaca que a partir de nove meses de idade os pais já podem começar a introduzir o consumo do arroz bem cozido com caldo do feijão. “E a partir dos 12 meses pode se incluir os grãos. Já o consumo entre os pré-adolescentes e adolescentes, entre nove a 14 anos, deve ser, em média, de três colheres de sopa de arroz para uma colher e meia de feijão. O melhor é que não há contraindicação de consumo.”

arroz-branco-com-feijao
Vitor Fujisawa, diretor da Broto Legal, líder de vendas de feijão e arroz no Interior Paulista destaca que são muitos benefícios em um prato e lamenta que alguns pais têm dificuldade em dar o arroz e feijão porque a criança prefere guloseimas.

A Broto Legal possui quatro tipos de arroz,: agulhinha, integral, parboilizado, arbóreo e cateto integral. A variedade de feijão é ainda maior. Ao todo são sete tipos: carioca, preto, branco, rajado, bolinha, rosinha e jalo. Todos os grãos possuem controle de resíduo de agrotóxicos pelo Instituto Biológico de São Paulo.

 

arroz-integral-faz-bem-para-saude

Arroz branco ou integral?

Carolina explica qual o melhor para crianças:  “O arroz integral pode ser oferecido aos bebês a partir dos seis meses, quando dá início a alimentação complementar. No entanto, este arroz é mais rígido, pois preserva a casquinha no processo de beneficiamento. O que é bom, pois essa casquinha possui nutriente e fibras bem relevantes para a saúde do bebê. Porém, por este motivo, o primeiro arroz que o bebê for comer pode ser mais macio”.
A nutricionista Carolina Chuichmam finaliza dando uma sugestão de um cardápio para crianças de cinco a oito anos:

2 colheres de sopa de arroz branco/integral;
2 colheres de sopa de feijão (50% grãos e 50% caldo);
1 hambúrguer de carne moída assado ou 2 colheres de sopa de lagarto desfiado com cenouras em cubinhos ou iscas de frango grelhadas ou 1/2 filé de pescada cozido no vapor com cenouras baby e vagens, ao alho e óleo;

Salada de alface e tomates cereja;
Sobremesa: uma fruta.