Empresário dono de jet ski que causou morte de menina de Artur Nogueira é condenado

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Jet ski era pilotado por menor de 16 anos no momento do acidente

Quatro anos após ter causado acidente que resultou na morte da menina Grazielly Almeida Lames, de 3 anos moradora de Artur nogueira, o empresário José Augusto Cardoso Filho, dono do Jet Ski envolvido no acidente, foi condenado a prestar serviços à comunidade por dois anos e quatro meses. O empresário é dono do Jet Ski e padrinho do adolescente de 16 anos que pilotava o veículo no dia do acidente. O jovem foi responsabilizado pelo crime e está em liberdade assistida.

O caso aconteceu no dia 18 de fevereiro de 2012, na praia de Guaratuba, em Bertioga, litoral paulista. A decisão foi publicada nesta sexta-feira (11-mar), no Diário Oficial do Tribunal de Justiça de São Paulo. Na sentença, expedida pela 1ª Vara Criminal de Bertioga, o juiz condenou o empresário pelos crimes de homicídio culposo, quando não há intenção de matar, e lesão corporal culposa.

No dia 4 de março deste ano, outros dois acusados de ter envolvimento com o acidente Thiago Veloso Lins, dono da marina onde estava o veículo, e um mecânico que trabalha com ele, foram inocentados. Eles tinham sido acusados de terem colaborado com o acidente por terem efetuado um serviço de lubrificação na moto aquática dois dias antes da morte da menina. Dias após o acidente foi constatado que havia um problema em uma peça que fica dentro do motor e que poderia ter travado o acelerador.

O caseiro Erivaldo Francisco de Moura, que foi condenado no dia 21 de outubro de 2015 a um ano e dois meses de prisão em regime aberto pela morte da menina, foi ele quem levou o jet ski até a praia a mando do empresário.

O advogado da família de Grazielly, José Beraldo, afirma que ficou satisfeito com o início do julgamento, mas vai recorrer da decisão para que o empresário cumpra a pena em regime fechado.