Primeira morte por H1N1 é confirmada em Campinas; veja os cuidados na prevenção e sintomas

seta-voltar-campinas

H1N1 em Campinas

A Secretaria de Saúde de Campinas confirmou o primeiro caso de morte relacionada a gripe H1N1 no município. A vitima foi uma mulher de 51 que era moradora da região central da cidade e teria contraído a doença em fevereiro deste ano durante um cruzeiro marítimo pelo litoral do Brasil.  A causa foi confirmada pelo secretário municipal de saúde de Campinas, Carmino Antônio de Souza, durante coletiva de imprensa realizada na Prefeitura em 12 de abril.  Em 2015 a cidade não teve pessoas diagnosticadas com a síndrome respiratória relacionada ao H1N1.

Segundo a Secretaria de Saúde, o caso foi descoberto porque outras pessoas do convívio da paciente apresentaram a doença. Ela morreu em fevereiro porém a causa só foi descoberta em abril. Dos nove casos de pessoas que contraíram a “gripe A” em Campinas neste ano, 7 possuíam algum tipo de complicação como outras doenças ou faixa etária de risco (Mais da metade dos casos graves e mortes registradas este ano foram na faixa etária de 40 a 60 anos).

A secretaria ainda investiga o caso de um homem de 28 anos que estava internado no Hospital Celso Pierro e morreu no dia 08 de abril com suspeita de gripe A. A princípio, ele é considerado como um caso em investigação.

A vacinação contra a gripe em Campinas está prevista para começar no dia 30 de abril. A prefeitura tentou antecipar a imunização, mas como Campinas não está em um cenário de crise, segundo o Ministério da Saúde, a chegada da vacina ao município não precisou ser adiada.

Moradores de Campinas estão em busca do medicamento utilizado para tratar a gripe A , Tamiflu. Nas farmácias da rede privada, por exemplo, o remédio chegou a ficar em falta porque o laboratório fabricante não consegue atender a demanda pelo medicamento.

Ainda segundo a secretária de saúde, não há falta do remédio nas unidades de saúde da cidade, e que têm distribuído a medicação tanto para a rede pública quanto para a particular, mas adverte que não adianta a população querer estocar o produto, pois os efeitos dele são limitados. O remédio é auxilia apenas nas primeiras 36 horas da manifestação da gripe. É fundamental em casos de sintomas da gripe H1N1 que as pessoas busquem atendimento por um médico.
Cuidados para se evitar a gripe H1N1

1. Ao espirrar, sempre cubra a boca com as mãos ou com um lenço;
2. Não compartilhe alimentos, copos, toalhas e outros objetos de uso pessoal;
3. Evite tocar nos olhos, boca e nariz em ambientes públicos, ou antes, de higienizar as mãos, pois esses são locais por onde o vírus pode entrar;
4. Lave sempre as mãos, com sabão ou álcool em gel, especialmente após tossir ou espirrar;
5. Aglomerados de pessoas e ambientes fechados são locais propícios à contaminação, então é bom evitá-los sempre que possível.

 

Dúvidas comuns

1. O que é a gripe H1N1?
É uma gripe do tipo A causada pelo vírus H1N1, que circula entre humanos. Ele foi detectado no México, em abril de 2009, e se disseminou rapidamente, causando uma pandemia mundial chamada, na época, de gripe suína.

2. Como a gripe é contraída?
Quando se inala secreções do doente ao falar, espirrar ou tossir e quando há contato com superfícies infectadas, como mesas, maçanetas ou talheres.

3. Quais são os sintomas?
Os mesmos da gripe normal, porém mais fortes: febre alta, tosse, dor muscular, dor de cabeça e de garganta, coriza e irritação nos olhos e ouvidos. Também pode provocar falta de ar e dor no tórax.

4. Como posso me prevenir?
A vacinação é a melhor maneira, mesmo não sendo 100% eficaz. Além disso, evite levar a mão aos olhos, ao nariz e à boca, lave sempre as mãos com sabão ou álcool e cubra a boca quando for tossir ou espirrar.

5. Como funciona o tratamento?
O doente deve repousar, beber muito líquido e evitar álcool e cigarro. Medicamentos como o paracetamol (Tylenol) podem ser usados para combater febre e dores. Em casos graves ou grupos de risco (idosos, crianças, asmáticos, cardiopatas, diabéticos, indígenas, entre outros), pode ser recomendado antiviral, como o oseltamivir (Tamiflu), vendido com receita médica.