Funcionários públicos de Campinas e Unicamp decidem entrar em greve

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Funcionários públicos de Campinas e Unicamp entram em greve a partir de segunda-feira
Funcionários públicos de Campinas pedem reajuste salarial de 23%

Após decisão do Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público, os funcionários públicos de Campinas entram em greve a partir desta segunda-feira (23-maio). De acordo com a coordenadora da entidade, Rosana Medina, a prefeitura não fez sinalização de que poderia negociar um reajuste de salário com a entidade.

Os servidores pedem 23% de reajuste, vale-alimentação de mil reais e 17 e outros benefícios, como seguro de vida e um hospital para o servidor público da cidade. Na quarta-feira (18/05), a prefeitura disse que não tinha condições de negociar, pois ainda não tinha os números fechados. Informou ainda que estaria disposta a negociar. O que estaria fora de questão era de oferecer 23%.

O secretário de Administração, Silvio Bernardin, diz que pretende seguir uma orientação do Tribunal de Conta do Estado, que prevê o repasse do índice inflacionário apenas do primeiro quadrimestre do ano, que deve girar em torno de 3%.
Ainda de acordo com o secretário de Relações Institucionais, Wanderley de Almeida. No encontro com o sindicato na semana passada, ele apresentou os dados financeiros do município. A intenção é cortar 100 milhões de reais em despesas e equilibrar o orçamento.




A prefeitura obteve uma liminar que obriga o sindicato a manter 70% dos servidores nos serviços essenciais e proíbe piquetes que impeçam o acesso a servidores ou qualquer pessoa aos prédios públicos, sob multa de R$ 10 mil por ato.

O presidente do Hospital Mário Gatti, Marcos Pimenta, fez um plano de contingenciamento para evitar problemas no atendimento. “A prioridade será o atendimento de urgência e emergência. Teremos de atender aqueles que não podem esperar”, diz Pimenta. O presidente admitiu a possibilidade de cirurgias eletivas serem canceladas.

Unicamp

Os servidores da Unicamp também entram em greve a partir desta segunda por um reajuste de 12,34%, mas o Cruesp (Conselho de Reitores das Universidades de São Paulo) ofereceu 3%. Os professores vão paralisar as atividades na segunda e na terça em apoio aos servidores. A Unicamp diz que manterá o diálogo com o sindicato.

Os professores da Unicamp realizam uma nova assembleia na quarta para avaliação. Os docentes querem incorporar à campanha, o debate sobre o ensino público e questões da política nacional.

 

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