Pesquisadores da Unicamp criam projeto de cadeira de rodas controlada por expressão facial

Pesquisadores da Unicamp criam projeto de cadeira de rodas controlada por expressões facial
Cadeira criada por pesquisadores da Unicamp pode ser controlada por movimentos do rosto

Pesquisadores da Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação da Unicamp de Campinas desenvolveram um projeto de uma cadeira de rodas controlada por pequenos movimentos do rosto, da cabeça ou dos olhos. A cadeira que esta em fase de testes ainda é considerada experimental e de custo elevado.

“Nosso objetivo é que o produto final custe no máximo o dobro de uma cadeira motorizada comum, dessas que são controladas por joystick e hoje custam em torno de R$ 7 mil” disse o professor Eleri Cardozo.

Um dos objetivos da pesquisa é adaptar a tecnologia embarcada no projeto para torná-la mais acessível para o mercado brasileiro em até dois anos. Segundo o professor de engenharia Eleri Cardozo, a tecnologia poderá beneficiar pessoas com tetraplegia, vítimas de acidente vascular cerebral, portadores de esclerose lateral amiotrófica ou outras condições de saúde que impedem o movimento preciso das mãos.

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Programa capta expressões faciais e convertem em comandos para a cadeira

Os pesquisadores da Unicamp retiraram o joystick (comanda a cadeira) de uma cadeira motorizada convencional e a equiparam com diversos dispositivos normalmente encontrados em robôs, como sensores que medem a distância de paredes e de outros objetos ou até mesmo com a capacidade de detectar diferenças de profundidade no piso.

O protótipo também foi equipado com um notebook que envia os comandos diretamente para a cadeira e com uma câmera 3D, que permite interagir com o computador por meio de expressões faciais ou movimentos corporais. A cadeira tem ainda uma antena wi-fi que permite a um cuidador dirigir o equipamento remotamente, pela internet.

A câmera identifica mais de 70 pontos da face (em torno da boca, do nariz e dos olhos) e, a partir da movimentação desses pontos, é possível extrair comandos simples, como ir para frente, para trás, para a esquerda ou direita e, o mais importante, parar.

Pensando em pacientes com quadros ainda mais graves (que impedem até mesmo a movimentação facial) o grupo do professor Cardozo também trabalha em uma tecnologia de BCI que permite extrair sinais diretamente do cérebro, por meio de eletrodos externos, e transformá-los em comandos. Esta tecnologia, no entanto, ainda não está disponível na cadeira robotizada apresentada.