Juíza concede a empresário direito a retirar montanha-russa do parque Hopi Hari de Vinhedo

seta-voltar-vinhedo

Montanha-Russa-Hopi-Hari
Ação foi movida por empresário após empréstimo ao parque de quase R$ 6 milhões em 2014

A juíza Carolina de Figueiredo Dorlhiac Nogueira, do Foro Central Cível de São Paulo, autorizou via publicação de edital em portal eletrônico na sexta-feira (15-jul) a retirada da montanha-russa do parque de diversões Hopi Hari, que fica as margens da rodovia Bandeirante em Vinhedo. A antecipação da tutela, afirma que a decisão pode ser contestada em até 15 dias úteis, contados a partir de 13 de julho, quando ela foi proferida a favor de um empresário de São Paulo que acionou a Justiça para cobrar uma dívida de R$ 5,9 milhões.

Em janeiro deste ano, o empresário acionou a Justiça de Vinhedo para cobrar R$ 5,9 milhões do parque, referentes a um empréstimo feito em dezembro de 2014 e acréscimo de juros. Contudo, o pedido foi indeferido no mesmo mês pelo juiz da 1ª Vara Cível, após o protesto ser interrompido.

 




O brinquedo tratado no processo, uma montanha-russa de dez inversões, é prevista como nova atração, mas está desmontada e o prazo para abertura aos visitantes não foi confirmado pela assessoria do parque. Em nota, o Hopi Hari alegou que todas as questões judiciais foram encerradas por meio de acordo enviado para a Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Além disso, um relatório divulgado ao CVM pelo Hopi Hari menciona que, em assembleia extraordinária, ficou definido termo para encerrar litígios e pendências com o empresário. Na decisão, entretanto, a juíza citou que o parque não exerceu formalmente a opção de locação, e que o acordo não previa necessidade de anuência da fabricante para a remoção do brinquedo.

O Hopi Hari alega que não houve acordo entre o empresário e a empresa responsável pela montagem do brinquedo, em relação às exigências técnicas. O parque explica, ainda, que fez a opção de locação do equipamento, desde que sejam cumpridas exigências legais, e com apoio de patrocinadores. Os advogados do empresário, não se manifestaram sobre o caso. O Hopi Hari não informou qual é o valor da montanha-russa.

Na época, o magistrado mencionou que, caso o Hopi Hari pagasse o valor cobrado, não seria decretada a falência do parque. O Hopi Hari citou que liminar da 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais da Comarca de São Paulo impedia a cobrança do valor.