Chega ao fim rebelião na Penitenciária de Hortolândia que teve agentes como reféns

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Presos atearam fogo nos colchões durante rebelião no CDP de Hortolândia

Os presos do Complexo Penitenciário Campinas Hortolândia liberaram, no início da tarde desta terça-feira (12-jul), os agentes penitenciários que eram mantidos como reféns após 20 horas de rebelião. A Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) confirmou, em nota oficial, que a ação dos detentos chegou ao fim e os funcionários não ficaram feridos.

De acordo com o Sindicato dos Agentes de Segurança Penitenciária de São Paulo (Sindasp), os detentos entregaram à SAP uma lista de reivindicações que pedia, entre outras coisas, a troca da direção atual da unidade. O sindicato informou que os três agentes penitenciários que foram mantidos reféns foram liberados em troca de comida para os presos.

 




Os detentos pedem a saída da diretoria da unidade prisional com a alegação de maus-tratos. Os detentos reclamam de superlotação. Projetada para 855 pessoas, a unidade 2 tem 1.897 internos, ou seja, 121% acima da capacidade. Ainda não foi divulgado informações sobre a existência de feridos.

Início da rebelião
Os presos da Penitenciária II de Hortolândia iniciaram uma rebelião no início da noite de segunda-feira (11-jul) e fizeram três agentes penitenciários como reféns na unidade. O Grupo de Intervenção Rápida da Secretaria de Administração Penitenciária do estado negociou a liberação dos reféns.

Os presos usaram facas artesanais e queimaram colchões para intimidar os agentes. Vários Policiais Militares e o helicóptero Águia foram acionados para reforçar a segurança da unidade. De acordo com o Sindasp (Sindicato dos Agentes Penitenciários do Estado de São Paulo) os funcionários da penitenciária não sabiam explicar o motivo da revolta dos presos.

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Após confusão, familiares de presos atearam fogo em pneus bloqueando passagem de carros

Retomada das negociações
As negociações foram retomadas na manhã desta terça-feira (12) na tentativa de libertar os agentes mantidos como reféns. A SAP afirmou que a segurança externa do local foi reforçada e no meio da madrugada policiais atiraram em direção ao pátio onde ficam os presos.

Familiares de agentes penitenciários e presos também se concentram em frente a portaria da penitenciária para conseguir informações. Durante a madrugada a situação foi de certa calma, mas os parentes dos presos se envolveram em uma confusão e chegaram a bloquear a saída de veículos colocando fogo em pneus na frente do complexo.