Hospital de Clínicas da Unicamp em Campinas realiza primeiro transplante de coração em criança

 

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Em criança esse foi o primeiro caso, já em adultos são realizados cerca de 15 transplantes cardíacos por ano

O Hospital de Clínicas da Unicamp em Campinas fez um transplante inédito de coração em uma criança de 11 anos. A cirurgia ocorreu na semana passada e a criança já terá alta nesta sexta-feira (5-ago). O fato é inédito no HC da Unicamp pois até hoje a equipe médica só havia feito transplantes cardíacos em adultos (cerca de 15 por ano), mas os médicos ainda não tinham feito nenhum transplante infantil.

Essa experiência com as cirurgias pediátricas, segundo o médico coordenador do transplante, Otávio Rizzi Coelho Filho, ajudou para que o procedimento fosse bem-sucedido. “Nosso grupo desde o primeiro transplante em adultos até hoje foi adquirindo experiência, não só no transplante, mas também nas cirurgias pediátricas para poder culminar com o que a gente fez“, disse o Dr. Otávio. Esses mesmos médicos realizam ainda 60 cirurgias cardíacas de crianças por ano.

A assessoria de imprensa informou que a menina ficou internada por cerca de 30 dias por causa de uma doença congênita e a cura dependia de um transplante.

Os médicos descobriram a doença na menina quando ela tinha apenas 3 anos. Durante todo esse tempo a criança fez tratamento, mas o caso ficou mais grave há 30 dias e foi necessário coloca-la na fila de espera, que durou apenas um mês. De acordo com o HC, para efetuar o transplante é necessária ter idade e peso compatíveis e o tipo sanguíneo também deve ser igual.

Segundo o médico Karlos Vilarinho, responsável pela cirurgia, a maior dificuldade em casos como esse é encontrar o coração ideal. “Tem que ter o mesmo tipo sanguíneo, pesos e idades próximos para que um órgão sirva para um outro paciente“, destaca Dr. Vilarinho.

Assim que o HC da Unicamp recebeu a notícia de que havia um coração compatível, os médicos foram para São Paulo. “A gente tem um intervalo muito curto, de quatro horas, que a gente tem potencial de viabilidade, não pode extrapolar esse tempo, senão não conseguimos realizar o transplante“, afirma o médico da equipe do HC Carlos Lavagnoli.

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