Bancários das cidades da Região Metropolitana de Campinas continuam em greve

greve-bancarios-rmc
Bancários reivindicam aumento salarial de 14,7% e outros benefícios, bancos oferecem 6,5%

Cerca de 10 mil bancários de todas as cidades da Região Metropolitana de Campinas (RMC) entraram em greve na terça-feira (06-set) reivindicando por melhores salários. O Contraf (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro) que representa a categoria recusou na última semana a proposta de reajuste salarial de 6,5% apresentada pela Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) e decidiram pelo início da greve.




A Federação Nacional de Bancos (Fenaban) ofereceu reajuste de 6,5% no salário e nos auxílios refeição, alimentação, creche, e abono de R$ 3 mil, além de PLR (participação nos lucros e resultados). De acordo com o sindicato a proposta apresentada não cobre a inflação do período, projetada em 9,57% para agosto deste ano, e representa perdas de 2,8% para os bancários.

Os bancários reivindicam alta salarial de 14,7%, com piso de R$ 3.940,24, e a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) de três salários, mais R$ 8.317,90. A categoria também pede melhores condições de trabalho, vale-alimentação e auxílio-creche de R$ 880,00 e auxílio educação (para graduação e pós).

>> Serviços –  O serviço de compensação bancária  é considerado atividade essencial pela legislação brasileira e não pode sofrer qualquer paralisação. Portanto, cheques e DOCs devem ter a compensação nos prazos normais estipulados pelo Banco Central.

>> A greve já alcançou 184 estabelecimentos parados. Destes, 77 em Campinas e 107 em 31 das 36 cidades que estão na base do sindicato da categoria. No primeiro dia, a greve atingia 161 locais no total.

Para a presidente do Sindicato, Ana Stela Alves de Lima, a greve começou forte e permanece. “Os bancários estão em sintonia com o sindicato e exigem uma proposta aceitável”, disse Ana. Na segunda-feira (12-set), às 18h, os bancários de Campinas fazem nova assembleia para discutir os rumos do movimento.

Saiba o que fazer durante a greve dos bancários
operacoes-financeiras-disponiveis