Pedido de recuperação do parque Hopi Hari em Vinhedo é negado pela justiça

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A 2ª Vara Cível da Justiça de Vinhedo negou na semana passada o pedido de recuperação judicial do parque Hopi Hari. A empresa fez o pedido em agosto para evitar a falência do empreendimento e tentar conseguir investidores para pagar uma dívida de R$ 330 milhões com credores.

O advogado do parque, disse que pelo menos 50% da dívida do local é com o BNDES e, por isso, sem a recuperação judicial, ficaria impossível ter acesso às linhas de crédito e o grupo seria obrigado a decretar a falência do parque.

Montanha-russa
Em julho, o fórum de São Paulo já havia autorizado a um empresário a retirada de uma montanha-russa do parque. O brinquedo tratado no processo, é previsto como nova atração, mas está desmontada e o prazo para abertura aos visitantes não foi confirmado pelo parque.

Em nota o Hopi Hari alegou que todas as questões judiciais foram encerradas por meio de acordo enviado para a Comissão de Valores Mobiliários. Em janeiro deste ano, o empresário acionou a Justiça de Vinhedo para cobrar R$ 5,9 milhões do parque, referentes a um empréstimo feito em dezembro de 2014 e acréscimo de juros. Contudo, o pedido foi indeferido no mesmo mês, após o protesto ser interrompido.

Na época, o magistrado mencionou que, caso o Hopi Hari pagasse o valor cobrado, não seria decretada a falência. Na ocasião, a assessoria do parque também citou que liminar da 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais da Comarca de São Paulo impedia a cobrança do valor.

No mês de agosto, os funcionários do parque fizeram paralisações por falta de pagamento em duas ocasiões e os turistas que vieram de outras cidades ficaram sem acesso ao espaço. Na época, a empresa não confirmou a greve e disse que o local estava em manutenção.