Campinas ganha novo espaço dedicado à cultura

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Campinas está prestes a ganhar mais um espaço dedicado à cultura. Até o final de setembro será inaugurado no Lago do Café (região do taquaral) o centro multicultural “Casa de Vidro“, prédio de 1,5 mil metros quadrados construído em 1971. Com arquitetura imponente em concreto e vidro, e cercada por espelho d’água, a construção histórica foi recuperada em 2016 durante a mostra Campinas Decor. O lugar vai abrigar exposições temporárias de arte, além do acervo do Museu da Cidade e terá também espaço para palestras.




>> O local poderá ser frequentado por diferentes públicos, famílias, com atividades culturais variadas e participação de artistas da cidade. A Casa de Vidro será local também de danças, exibições de filmes e documentários, artes visuais e de exposições temáticas do Museu da Cidade. Com o novo local, o acervo do museu, que estava encaixotado na Estação Cultura, porque o prédio que o abrigava, o Lidgerwood, não tem condições de garantir a integridade da rica coleção, passa a ter uma casa. No prédio da Lidgerwood serão abrigadas as apresentações da cultura imaterial, como teatro e grupos de capoeira.

O local, inicialmente construído para receber o Instituto Brasileiro do Café, abrigou até o início de 2016 o Arquivo Municipal de Campinas. A construção, projeto assinado pelo arquiteto Roberto José Goulart Tibau, é uma referência na arquitetura do estilo franco-suíço Le Corbusier, pela predominância do concreto aparente. Na parte externa há um espelho d’água com 90 centímetros, que contorna a edificação.

A Casa de Vidro passará a ser utilizada por uma multiplicidade de ações culturais. A inauguração começará com o debate Diálogos Aberto com a Cidade, com participação do arquiteto Alan Cury, do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAC), Flávio Carnieri, da Produtora Alabama, Sylvia Furegatti, do Instituto de Artes da Unicamp, e Paulo Cheida, da PUC-Campinas.

Haverá também o lançamento do documentário Identidade, Música e Arquitetura e a abertura da exposição fotográfica Cidade e Cotidiano, de Felipe Lima e orientação de Paulo Cheida. A inauguração começa também com a exposição coletiva Atravessamentos Poéticos, organizada por Sylvia Furegatti, com a participação de diversos artistas de Campinas.