Nova greve dos Correios paralisam entregas em vários estados brasileiros, Campinas tem serviço afetado

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Empresa atravessa a maior crise financeira de sua história e suspende férias de funcionários

Os funcionários dos Correios entraram em greve por tempo indeterminado. A paralisação que começou na quarta-feira (20-set) atingiu 20 Estados e o Distrito Federal, segundo a Fentect (federação nacional dos trabalhadores). De acordo com os Correios, a greve ainda não afetou os serviços de atendimento. Para amenizar o problema, nos locais com paralisação, a empresa colocou em prática seu Plano de Continuidade de Negócios.




A empresa informou que a greve está concentrada na área de distribuição. Levantamento parcial mostrou que 93% do efetivo estava trabalhando, o que corresponde a 101 mil empregados. Segundo a Fentect, a paralisação deve atingir os funcionários das agências e também carteiros.

Em Campinas
Segundo o sindicato, a adesão à greve foi de 60% do operacional entre carteiros e Centro de Entregas.

O porquê da greve
Entre os principais motivos para a paralisação estão: fechamento de agências, suposta pressão para adesão ao plano de demissão voluntária, a proposta de privatização, corte de investimentos, falta de concurso público, mudanças no plano de saúde e a suspensão das férias para todos os trabalhadores. A estatal enfrenta uma gravíssima crise financeira e tem implementado medidas para reduzir gastos e melhorar a lucratividade, situação que pode estar culminando mais uma importante estatal brasileira.

Os Correios afirmaram que continuam dispostos a negociar com os trabalhadores. A empresa disse ainda que considera a greve “um ato precipitado que desqualifica o processo de negociação e prejudica todo o esforço para retomar a qualidade e os resultados financeiros da empresa”.

Locais com paralisação
Aderiram à greve os estados de; Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Distrito Federal, São Paulo (Campinas, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, Vale do Paraíba e Santos), Ceará, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais (Juiz de Fora e Uberaba), Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul (Santa Maria), Sergipe e Santa Catarina. Funcionários da cidade de São Paulo (maior concentração de empregados) vão decidir na semana que vem se também paralisam as atividades.