Vacinação em massa contra a febre amarela é antecipada em todo o estado de São Paulo

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Imunização terá início pelas áreas de risco, chegando progressivamente aos locais menos vulneráveis

O governo do Estado de São Paulo pretende iniciar a partir de fevereiro a campanha de expansão da vacinação contra a febre amarela para imunizar toda a população paulista. Os detalhes deverão ser definidos durante reunião com integrantes do Ministério da Saúde. A ampliação foi determinada no fim de semana após o registro das primeiras três mortes na Região Metropolitana de São Paulo pelo tipo silvestre da doença (transmitida por mosquito que vive em matas e beiras de rio).


Segundo a secretária estadual da Saúde, a dose plena imuniza por toda a vida e a dose fracionada, elaborada a partir da diluição da vacina plena (para render mais), protege por nove anos. É esta variação que deverá ser oferecida na maior parte da capital e ABC, regiões que estão em áreas consideradas menos vulneráveis.

De acordo com o secretário estadual da Saúde David Uip, a vacina fracionada “é útil e protetora” e o seu uso nas áreas de menor risco já estava previsto pelo Estado – só não está definido quando a etapa terá início, pois “depende de logística e treinamento de pessoal”.

Desde janeiro de 2017, 29 pessoas contraíram febre amarela no Estado e 13 morreram. “A preocupação é natural. O alerta é devido.”, disse Uip. Em visita ontem à São Bernardo, o governador Geraldo Alckmin afirmou que há doses suficientes nos postos e pediu que os moradores em área de risco se vacinem. “Não deve haver pânico, mas é importante procurar a vacina, obrigatoriamente quem for se aproximar de área de mata, que é onde tem se transmitido a febre amarela silvestre”, disse o governador.

Febre Amarela:
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Na Capital
A vacinação preventiva contra a febre amarela em áreas de risco foi iniciada na cidade de São Paulo em outubro passado, pela zona norte, na região próxima de parques onde macacos foram encontrados mortos. A campanha foi levada em dezembro para bairros das zonas sul e oeste. Também por precaução, 25 parques foram fechados (sendo 23 municipais e 2 estaduais). Ao todo, 63 macacos morreram por febre amarela na capital paulista.

Saiba mais sobre a febre amarela

O que é?
A febre amarela é uma doença infecciosa febril aguda, causada por um arbovírus (vírus transmitido por artrópodes, que são animais invertebrados que possuem exoesqueleto rígido e vários pares de apêndices articulados), que pode levar à morte em cerca de uma semana, se não for tratada rapidamente.

Sintomas
Os sintomas iniciais da febre amarela incluem febre de início súbito calafrios, dor de cabeça, dores nas costas, dores no corpo em geral, náuseas e vômitos, fadiga e fraqueza.

Como é transmitida
Por meio da picada de um mosquito infectado Aedes aegypti: áreas urbanas Pernilongos dos gêneros Haemagogus e Sabethes: áreas silvestres.

A vacina não é indicada para:
Gestantes, Mulheres amamentando crianças até 6 meses, Pessoas imunodeprimidas, como pacientes em tratamento de câncer e Pessoas com reação alérgica grave ao ovo



Tipos de vacinas

Dose plena
Como não há casos da variação urbana da doença, o Estado considera como população de risco só os moradores de áreas próximas de matas ou viajantes para esses pontos. Essas são as áreas prioritárias. Em parte delas, a vacinação já começou e estão sendo oferecidas as doses plenas.

Dose fracionada
A dose fracionada será oferecida para as populações distantes das das áreas de mata, consideradas menos vulneráveis. A data exata de início da campanha ainda não foi definida, pois depende da logística de distribuição das vacinas e treinamento de pessoal. As doses estarão disponíveis nas unidades de saúde.