Campinas e cidades da região iniciam campanha contra a gripe A H1N1, A H3N2 e B

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Dia “D” da vacinação será em 12 de maio e irá oferecer a vacina em 64 postos de saúde da cidade

Começa nesta segunda-feira (23-abr) em todo o país a campanha de vacinação para imunizar população contra a gripe A H1N1, A H3N2 e a B, em Campinas e cidades da região a população deverá procurar os postos de saúde mais próximos para tomar a medicação. A campanha segue até o dia 1º de junho e o dia “D” será em 12 de maio quando as portas dos postos de saúde de todas as cidades estarão abertas, além da oferta dos pontos volantes.



Neste ano há um alerta, devido às síndromes fortes de gripe registrado nos Estados Unidos, com mais de 26 mil pessoas hospitalizadas desde outubro de 2017. A A-H3N2 é responsável por quase 60 mil casos de gripe registrados nos EUA. A vacina que será aplicada a partir de hoje irá proteger contra a A-H3N2 e também contra o A-H1N1 e B-Puket

Em Campinas, a campanha pretende imunizar 90% do grupo prioritário. O público alvo estimado é de 259 mil pessoas formadas por crianças menores de cinco anos, idosos, gestantes, puérperas (resguardo ou quarentena) e doentes crônicos. De acordo com a Secretaria de Saúde de Campinas, as pessoas que estão fora do público alvo devem tomar medidas preventivas como lavar as mãos e não frequentar lugares aglomerados.

Casos
Neste ano, a Secretaria Municipal de Saúde registrou 159 casos de SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave) – gripe de registro obrigatório. Desses, dois foram causados pelo influenza A-H3N2. Também foi registrado um caso de gripe B e um caso de A-H1N1. No ano passado, 885 pessoas foram diagnosticadas com a SRAG, sendo 62 por influenza, 18 por gripe B, um de A-H1N1 e 43 casos de A-H3N2. Foram registrados cinco óbitos– um por gripe B e quatro por A-H3N2. Todos os 64 Centros de Saúde de Campinas irão oferecer a vacina, porém não haverá separação de grupos prioritários.



Efeitos colaterais
As vacinas contra a gripe compostas por vírus mortos são geralmente bem toleradas, sendo o efeito colateral mais comum a dor e a inflamação no local da injeção. Nos estudos clínicos, os eventos adversos graves foram muito raros. Outros efeitos adversos que podem ocorrer, mas são incomuns e geralmente de curta duração, incluem: dor de cabeça, febre, náuseas, tosse, irritação no olhos e dor muscular.