Greve caminhoneiros: Falta de combustível tira 50% dos ônibus das ruas de Campinas e provoca corrida a postos

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Paralisação dos caminhoneiros afetou abastecimento de vários produtos entre eles os alimentícios

A paralisação dos caminhoneiros que atinge todo o país causa transtornos também para a população de Campinas e cidade da região. Com a possibilidade de falta de combustível, as empresas de transporte coletivo já começaram a operar com a frota reduzida em 50% desde o período da tarde de ontem (quarta). De acordo com o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros da Região Metropolitana de Campinas, com o número reduzido de ônibus é possível garantir o atendimento à população nos horários de pico somente até hoje.



A redução no número de ônibus se deve a falta de óleo diesel, e o estoque das empresas que é o suficiente para no máximo, um dia e meio. Em Campinas, a frota operacional do transporte público é de 1.070 veículos. Se somada a frota de veículos reserva, totalizam 1,2 mil ônibus. O sistema tem uma média diária de quase 500 mil passageiros.

O reflexo da greve também foi notado rápido nos postos de combustível, que não receberam novos carregamentos desde a zero hora de quarta-feira. Uma verdadeira corrida por combustível formou grandes filas em todos os postos até o período da noite. Com o aumento da demanda, já não havia combustível em alguns locais da cidade. Sem novos carregamentos, a previsão é que hoje também haja falta dos produtos nas bombas.

Somente nos últimos 45 dias houve um aumento de R$0,45 no preço do diesel e R$0,39 na gasolina. Valores que são absorvidos pelos donos de postos e caminhoneiros, que não podem repassar ao consumidor final para não inviabilizar ainda mais o comércio.
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Uma liminar foi expedida pela Justiça em favor da concessionária AB Colinas contra os bloqueios nos 307 quilômetros de rodovias sob sua concessão. Caso haja descumprimento da ordem judicial, a multa é de R$100 mil ao dia.

Correios e supermercados
Diferentes setores como o de alimentos e o sistema de entregas dos Correios foram afetados pela paralisação dos caminhoneiros. De acordo com a APAS (Associação Paulista de Supermercados), já houve desabastecimento nas lojas, em especial itens perecíveis, como frutas, verduras e legumes, que têm abastecimento diário.

Carnes e produtos que levam proteínas no processo de fabricação também já estão com as entregas comprometidas. A APAS reforçou, que espera resoluções imediatas para que a população não sofra com a falta de produtos de necessidade básica. Da mesma forma, 27% das correspondências dos Correios deixaram de ser entregues no interior do estado. Além disso, estão temporariamente suspensas as postagens das encomendas com dia e hora marcados. E, segundo informado pelos Correios, enquanto perdurarem os efeitos da greve, haverá o acréscimo de dias no prazo de entrega desses serviços como postagem de SEDEX e PAC, bem como nas correspondências.

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