Vacinação contra febre amarela é estendida em todo o estado de São Paulo

Medida foi tomada após mais mortes de macacos. Meta ainda não foi alcançada
Medida foi tomada após mais mortes de macacos. Meta ainda não foi alcançada

A Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo anunciou nesta semana a ampliação da campanha de vacinação contra a febre amarela para todo o estado. A decisão foi tomada após a morte de dois saguis e um bugio em maio. Cerca de 56% da população foi imunizada contra a doença desde a primeira fase da campanha.



Vacinação em São Paulo
A campanha de imunização contra a febre amarela começou na cidade de São Paulo em outubro de 2017 e imunizou 6,6 milhões de moradores até a semana passada, o que representa cobertura de 56,8%, percentual bem abaixo da meta de 95%.

A vacina está disponível em todos os postos da capital até 30 de junho e, para receber a dose, é preciso levar documento de identificação e, se possível, carteira de vacinação e cartão SUS.

Vacinação em Campinas
A Secretaria de Saúde de Campinas informou que a Campanha de Vacinação contra a Gripe foi prorrogada até dia 22 de junho para o grupo prioritário (crianças, idosos, gestantes, puérperas, indígenas, professores, pessoas privadas de liberdade e funcionários do sistema prisional e pacientes com doenças crônicas não transmissíveis e em condições clínicas especiais).

Desde o começo da Campanha, em 23 de abril, foram aplicadas 190.248 doses da vacina contra influenza, o que corresponde a 73,75% da cobertura vacinal do público-alvo, que abrange crianças, trabalhadores da saúde, gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto), idosos e professores.



A orientação é que as pessoas que passarem pelas áreas de risco da doença estejam vacinadas há dez dias.
Morte de mais macacos
Os três macacos mortos em maio foram localizados em São Domingos, Cangaíba e Parelheiros. Com isso, a capital paulista soma 159 epizootia (óbitos de primatas não-humanos) causados pela doença desde outubro de 2017.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, as novas confirmações são um alerta de que o vírus continua em circulação no município, apesar da queda no número de casos positivos da doença nos últimos meses.

Além das epizootia, a capital paulista soma 14 casos autóctones em humanos (contraídos na cidade de origem), dos quais sete evoluíram para óbito. Outros 106 casos importados foram registrados na capital em 2018.