Cuidados no verão: Câncer de pele é o mais comum do mundo

Cuidados no verão: Câncer de pele é o mais comum do mundo
Muitas pessoas se expõem ao sol sem nenhuma proteção

A combinação do verão com o período de férias não poderia ser mais perfeita. É hora da praia, da piscina, do parque. Mas é bom ficar atento aos cuidados com os raios solares. Não são poucos os que se expõem ao sol sem nenhuma proteção, seja por vontade de “pegar uma corzinha”, teimosia, preguiça de passar protetor solar no corpo ou, em alguns casos, por não saberem do risco que correm.

Todos esses fatores abrem caminho para um possível câncer de pele, tipo mais frequente no mundo e também no Brasil – onde corresponde a 25% de todos os tumores malignos registrados. Os tipos predominantes desse câncer são os carcinomas (basocelular ou espinocelular), mais frequentes, porém menos letais, e o melanoma, a classe menos comum da doença, mas com maior incidência de mortes.

Reinaldo Tovo, chefe da equipe de dermatologia do Hospital Sírio-Libanês e presidente da SBD (regional de São Paulo), alerta que o câncer de pele é mais comum em partes do corpo que ficam muito expostas ao sol, como a face e o couro cabeludo.

Além disso, pode ocorrer metástase, fase mais perigosa da doença, quando se espalha pelo corpo. “Pescadores, garis, agricultores, e outros profissionais que realizam atividades ao ar livre sem proteção são mais propícios a adquirir esse câncer”, explica. Atitudes simples podem proteger da doença. As mais recomendadas são usar chapéus, bonés, óculos de sol, protetores solares com fatores UVA e UVB, reaplica-los a cada duas horas e evitar o sol entre 10h e 16h.

A estimativa do INCA (Instituto Nacional do Câncer), para 2016 é de aproximadamente 175 mil novos casos de câncer de pele não melanoma no Brasil. Para tentar reduzir esse número, a SBD (Sociedade Brasileira de Dermatologia) e parceiros promoveram a campanha Dezembro Laranja para conscientizar a população sobre os perigos da exposição solar, os riscos de desenvolvimento do câncer de pele e medidas de prevenção. A cor laranja, escolhida para representar a campanha, tem relação com os tons dos raios solares e o clima de verão.

Pele claríssima
Fica vermelha e nunca bronzeia. É muito sensível ao sol, por isso pode se irritar. Ganha manchas escuras, sardas e pintas com facilidade. É a pele que mais tem risco para o câncer.

Pele clara
Também queima com facilidade e bronzeia muito pouco. Tem sensibilidade ao sol e risco para o câncer de pele, além de propensão a manchas escuras.

Pele morena
Queima moderadamente e bronzeia com facilidade. Não costuma ficar irritada sob o sol, mas a longo prazo ganha manchas escuras.

Pele negra
Não queima, pois é uma pele totalmente pigmentada. Mesmo sendo pouco sensível ao sol, pode desenvolver manchas esbranquiçadas. Quando os raios ultravioleta degeneram o DNA das células, a negra sofre despigmentação e ganha pontos brancos.

A partir do FPS 15 todos os filtros são iguais?
Não. Esta é uma ideia que foi divulgada de forma errada. O filtro solar com FPS 15 bloqueia a maior parte dos raios UV e o aumento do FPS realmente aumenta pouco o bloqueio destes raios. No entanto, como explicado acima, usando um filtro solar com FPS 15 a pele levará 15 vezes mais tempo para ficar vermelha e usando um filtro com FPS 60, levará 60 vezes mais tempo. Se o tempo para a pele ficar vermelha aumenta, significa que protege mais e melhor.