Cientistas publicam estudos para o combate à enxaqueca

enxaquecaNo Brasil, 30 milhões de pessoas sofrem com a enxaqueca, a doença que é incurável e extremamente sofrida. As Nações Unidas classificaram a doença entre as cinco mais incapacitantes, ao lado de tetraplegia, depressão, psicose e demência.

A novidade que chega é que pela primeira vez na história da medicina existe uma “luz no final do túnel” para esta doença, que deverá prevenir as dores e o sofrimento de muitos. Estudos conduzidos por cientistas de quatro empresas farmacêuticas foram publicados recentemente na revista científica “The Lancet”, revelaram um promissor mecanismo de ação específico contra um alvo que deflagra a doença.

A droga que está em fase final de investigação (as pesquisas deverão ser concluídas em 2017) é um anticorpo monoclonal, uma molécula produzida em laboratório capaz de chegar a seu destino sem provocar efeitos secundários no organismo. O medicamento bloqueia um composto químico cerebral, o CGRP. A substância é liberada pelo nervo trigêmeo, estrutura que se estende por quase toda a cabeça.

Com efeito vasodilatador e inflamatório, o CGRP é produzido como uma forma de defesa do organismo diante de variados estímulos externos, como longos períodos de jejum e stress. Uma chave genética faz com que o cérebro do portador da enxaqueca seja hipersensível a tais estímulos e, por isso, as quantidades de CGRP liberadas são mais elevadas. Níveis inflamatórios altos e vasodilatação exacerbada deflagram a enxaqueca.

Os efeitos da enxaqueca são; enjoo, intolerância a barulho, luz e sons. Em alguns casos, as pessoas com enxaqueca têm a visão distorcida.