Casos de caxumba em São Paulo aumentam mais de 500% em 2016- saiba as causas e como prevenir a doença

Casos de caxumba em São Paulo aumentam 568% em quatro meses

O número de casos de caxumba na cidade de São Paulo teve um aumento de 568% entre os meses de janeiro a abril de 2016. Dados da Secretaria Municipal da Saúde registraram 275 casos. No mesmo período de 2015 foram 41 casos. Das ocorrências deste ano, há 39 surtos (quando há mais de dois casos relacionados no mesmo local), 15 em instituições escolares.

A Secretaria Municipal de Saúde informou que apenas os surtos, e não casos individuais são notificados. E afirma que não há causas bem casos individuais, são notificados. E afirma que não há causas bem estabelecidas para explicar o aumento, também observado em outros países. A doença não é considerada grave e dificilmente causa complicações.

O vírus se transmite por vias respiratórias como na gripe, diz Paulo Olzon, professor de infectologia da Unifesp. “As pessoas devem se proteger de espirros e cuidar do contato manual“, indica. As vacinas estão disponíveis para crianças e adultos na rede pública.

Olzon ainda afirma que é necessário estudar o perfil dos infectados para determinar causas e ações específicas. “É preciso verificar os imigrantes, que não tiveram vacinação semelhante à brasileira nos países de origem“, diz.

Casos de Caxumba em Campinas
Em Campinas, a Vigilância em Saúde identificou que os surtos dos últimos anos se deram em jovens no início da faculdade. “São pessoas que, na infância, tiveram apenas uma dose de vacina ou nenhuma“, comenta a diretora do Departamento de Vigilância Sanitária de Campinas Brigina Kemp.

Nos primeiros quatro meses, Campinas registrou 130 casos em 23 surtos, 99% deles em instituições de ensino, onde houve os chamados bloqueios, com vacinação de quem não era imunizado. Na capital, a secretaria diz que, além dos bloqueios, as unidades de saúde orientam as instituições envolvidas nos surtos.

O sul do Brasil também passa por surtos de caxumba, em Estados como Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Porto Alegre RS
De janeiro a abril foram contabilizados 72 casos da infecção. Desses, 49 foram identificados na capital, Porto Alegre. Cinco jogadores do Grêmio saíram de campo após pegarem caxumba, no mês passado. Pedro Geromel, o principal atleta da temporada, também desfalcou o grupo. O departamento médico do clube resolveu vacinar todos os jogadores contra a doença para evitar um surto.

Florianópolis SC
Em Florianópolis, a prefeitura da cidade registrou 43 casos, entre março e abril. A administração diz não ter números do ano anterior para comparação porque a notificação não é compulsória. A Secretaria da Saúde local adotou medidas de bloqueio com a distribuição de 800 doses de vacinas nos locais onde a caxumba foi identificada.

Sintomas da caxumba:
A caxumba tem um período de incubação de duas ou três semanas. Seus primeiros sintomas são febre, calafrios, dores de cabeça, musculares e ao mastigar ou engolir, além de fraqueza. Uma das principais características da doença é o aumento das glândulas salivares próximas aos ouvidos, que fazem o rosto inchar.

 

Transmissão da caxumba:
Altamente contagiosa, a caxumba é causada pelo vírus Paramyxovirus, transmitido por contato direto com gotículas de saliva ou espirro de pessoas infectadas. Costumam ocorrer surtos da doença no inverno e na primavera e as crianças são as mais atingidas.

Prevenção da caxumba:
A melhor maneira de evitar a caxumba é através da vacinação aos 12 e 15 meses de vida. Caso uma pessoa seja afetada, ela não deve comparecer à escola ou ao trabalho durante nove dias após início da doença. É preciso, ainda, desinfetar os objetos contaminados como secreções do nariz, da boca e da garganta do enfermo. A vacinação de bloqueio é recomendada para quem manteve contato direto com pessoas doentes.

caxumba-casos-em-sao-paulo-gravidas-e-criancasTratamento da caxumba:
Não existe nenhum tratamento específico para a caxumba, esta é uma condição que segue seu curso, e desaparece por si. Trata-se de uma doença viral contagiosa, que ataca principalmente as crianças. Ocorre pela inflamação das glândulas salivares que ficam atrás das bochechas.

Recomendações
Não se automedique, nem medique a criança antes de consultar um médico.
Mantenha o doente em repouso até que tenham desaparecido os sintomas.
Ofereça alimentos líquidos ou pastosos, que são mais fáceis de engolir.
Lembre-se: adultos que não foram vacinados ou não tiveram a doença podem ser infectados pelo vírus da caxumba e por isso devem ser vacinados.
Mulheres que nunca tiveram caxumba, nem tomaram a vacina devem procurar um posto para serem vacinadas antes de engravidar. Na gestação, a doença pode provocar aborto.