Veja alguns alertas de perigo no corpo que não podem ser ignorados

cuidando-da-saudeO organismo  sempre que detecta algum problema no corpo envia sinais em diversas formas de alertas para que tratamentos preventivos sejam realizados antes do surgimento de algo mais sério.

Consultar um médico ou especialista em caso de surgimentos de alguns dos sintomas informados é muito importante. A precaução sempre ajuda em diversos tratamentos.

Aumento de peso com irregularidade menstrual: Pode ser a chamada síndrome dos ovários policísticos, uma disfunção endócrina que causa vários microcistos no ovário e que afeta 10% da população feminina entre 20 e 40 anos. No entanto, nem todas as mulheres com essa doença aumentam de peso. Algumas sentem apenas os outros sintomas clássicos: ciclos menstruais irregulares, pele oleosa (às vezes com acne) e nascimento de pelos no rosto, nos seios e na barriga. Se a doença não for identificada e tratada precocemente, tende a causar infertilidade e um risco aumentado para diabetes no futuro. Vale destacar que existem mulheres com cistos nos ovários que não desenvolvem a síndrome.

Alterações nos seios: Aparecimento de caroço ou área endurecida (inclusive nas axilas), mudança de tamanho ou formato dos seios, vermelhidão da pele, inchaço ou feridas, secreção no mamilo e retração do bico da mama. Esses são os indicativos mais comuns de câncer na região. Embora o autoexame (teste realizado pela própria mulher sempre depois da menstruação) seja recomendado por especialistas, o imprescindível é se submeter à mamografia anualmente a partir dos 35 anos. Para quem já tem histórico da doença na família, a atenção deve ser redobrada e a avaliação com mastologista precisa ser iniciada antes dos 35.

Dor nas costas: Stress e má postura são duas das causas mais frequentes de dores musculares nessa região. A indicação é procurar um médico se o incômodo durar por mais do que quatro semanas ou ainda, em casso de apresentar febre e emagrecimento. Cuidado: a origem pode ser desde desgaste ósseo de alguma vértebra até metástase de um tumor escondido.

Acúmulo de gordura abdominal: Vários estudos que já duram 40 anos mostram que pessoas com circunferência abdominal aumentada (80 cm ou mais) têm maior risco de desenvolver doença cardíaca e diabetes. Quando a gordura fica acumulada nessa região, provoca um fenômeno chamado resistência à insulina (que eleva os triglicérides e o colesterol ruim). Se, além disso, a pessoa fuma e é sedentária, o quadro se torna mais preocupante.

Tosse: Se durar mais que três semanas, é importante procurar  um médico. Informar a ele se a tosse é seca e se piora ou melhora em determinados horários. É possível que o quadro tenha sido provocado por um simples refluxo gastroesofágico ou até mesmo por alergia, mas também pode ser sintoma de tuberculose, de problemas cardíacos e até de câncer de pulmão.

 




Menstruação dolorosa: Quando começa desde a adolescência, sem causa específica ou maior gravidade, chama-se de dismenorreia primária. Às vezes, são dores incapacitantes. Já em mulheres de 30 a 45 anos, a menstruação frequentemente dolorosa tende a indicar cistos benignos ou endometriose (quando o endométrio, tecido que descama com a menstruação, se aloja fora do útero), distúrbio que pode levar à infertilidade. Mas a cólica menstrual, como qualquer outra dor, tem uma modulação emocional. Isso significa que quando estamos estressadas ou passando por preocupações podemos sentir mais dores, sem que tenhamos alguma doença associada, já que a dor é identificada no sistema límbico, justamente a região do cérebro ligada às emoções.

Dor de cabeça: De origens diversas, o mal pode refletir desde tensão nervosa e enxaqueca até meningoencefalite (processo inflamatório que envolve cérebro e meninges) ou aneurisma cerebral. A dica é prestar atenção na forma como o incômodo se manifesta. Dor forte à noite (a ponto de interromper o sono) ou acompanhada de confusão mental, sonolência ou febre é mal sinal.

Dor de estômago:
Pode ter várias causas. Uma delas é o infarto: 70% das mulheres que infartam sentem dor de estômago, queimação ou náusea. Se, além de sentir dor no órgão, a pessoa está emagrecendo, não consegue comer ou apresenta um sangramento, também é preciso procurar ajuda médica urgentemente. Os sintomas podem ser reflexo de simples gases, mas também de gastrite nervosa e câncer no estômago.

Falta de ar: É possível que a insuficiência respiratória seja decorrência de um resfriado ou de uma obstrução nasal (rinite). No entanto, deve-se procurar um médico rapidamente se junto com a falta de ar aparecer febre – o que indica pneumonia – ou dor no peito (sinal de infarto ou embolia pulmonar). O problema ocorre apenas ao caminhar? Então pode ser caso de insuficiência cardíaca ou de uma doença pulmonar obstrutiva crônica. Pessoas ansiosas costumam apresentar respiração curta e, por causa disso, em momentos de stress, sentem mal-estar e tontura. Aprender a relaxar a mente é um ótimo antídoto:  inspirar profundamente e expirar devagar até perceber que os batimentos cardíacos desaceleraram

Caroços no pescoço: Caso sejam  identificados gânglios nessa região, procurar o  médico imediatamente – mesmo que não exista dor. Eles podem indicar infecção viral, tuberculose ou até um linfoma.

Inchaço: Quando o edema costuma aparecer no rosto e, principalmente, nas pernas:  procurar  um médico vascular. O inchaço pode ser sinal de varizes internas (que não são visíveis) ou até um problema mais grave, como uma doença cardíaca, renal ou de fígado.

Febre: Existem dezenas de doenças que podem provocar febre, algumas graves, outras não. Se a alta temperatura persiste há mais de três dias sem que se manifeste alguma gripe ou resfriado, é melhor procurar o médico e informar  se  a febre só aparece à noite, se é baixa (até 38 graus) ou alta (acima de 38). Mas, seja como for, a febre sempre indica uma reação do corpo a algum agente agressor, que pode ser infeccioso, inflamatório ou ter origem até mesmo num câncer.

 




Sede excessiva: Em caso de urinar bastante, a ponto de acordar no meio da noite, sentir mais fome do que de costume, notar que a vista fica embaçada, que as feridas não cicatrizam e há infecções recorrentes na pele ou urinárias, é necessário procurar um médico. Esses sintomas provavelmente estão sendo causados pelo diabetes. Vale lembrar que hipotireoidismo e stress podem originar alguns sintomas semelhantes.

Fraqueza de um lado do corpo: Ao sinal de  paralisia dos membros deve-se procurar um médico, de preferência nas primeiras três horas. Pode significar  grande stress ou  um derrame.

Emagrecimento: Se existe a perda de peso sem fazer dieta ou aumentar a atividade física (na frequência ou nos tipos de exercícios), algo está errado. As causas podem incluir anemia e alterações hormonais, passando por transtorno alimentar (como anorexia), depressão e câncer. Várias doenças e distúrbios têm o emagrecimento como sintoma.

Pintas na pele: se estiverem mudando de cor, crescendo ou sangrando, agendar  uma consulta com um dermatologista. O diagnóstico pode indicar mancha de sol, mancha senil ou câncer de pele – que tende a ser tratado com sucesso quando descoberto precocemente.

Diarreia: Ao persistir por mais de cinco dias ou se ocorrer constantemente, indo e voltando, pode significar uma intoxicação (alimentar ou por medicamento) ou uma doença inflamatória intestinal.

Cansaço e desânimo: Se vierem acompanhados de raciocínio lento, memória fraca, aumento de peso de até 3 kg, palidez, queda de cabelo, irregularidade menstrual, baixa da libido, intolerância ao frio, dificuldade de concentração, pode ser hipotireoidismo, causado pelo mal funcionamento da tireoide. Não há como prevenir, mas é muito importante tratar para evitar complicações mais sérias, como o coma, que ocorre em estágios avançados da doença. O próprio cansaço, o stress do dia a dia e a má qualidade do sono podem causar sintomas semelhantes. Anemia por falta de ferro com uma alimentação deficitária ou excesso de perdas sanguíneas também geram confusão no diagnóstico do hipotireoidismo.