Saiba os motivos que fazem surgir a vontade incontrolável de comer doce

consumo-exagerado-de-docesAlgumas pessoas alegam estresse, alterações genéticas, baixa concentração de glicose no sangue, gula, abstinência de cigarro e até mesmo a força do hábito para consumir doces além do necessário.

Mas a boa notícia é que não é necessário eliminar o doce da alimentação. É preciso apenas prestar atenção no controle desse consumo, pois assim como acontece com qualquer outro nutriente, o excesso pode ser prejudicial à saúde.

O consumo de carboidratos, como é o caso do açúcar, aumenta a absorção de triptofano, um aminoácido essencial utilizado pelo cérebro para produzir a serotonina, um neurotransmissor que interfere em algumas funções: o início do sono, sensibilidade à dor, o controle do humor e a sensação de prazer e bem-estar.




Outras explicações para a vontade de comer doces podem ser as alterações genéticas e o hábito. De acordo com alguns endocrinologistas, diferenças genéticas nos receptores de sabor amargo, gorduroso ou doce nas papilas gustativas da língua podem fazer com que as pessoas já nasçam com maior preferência por alimentos doces.

Portanto, quando a vontade por produtos açucarados deixa de ser eventual e passa a ser constante é preciso tomar cuidado, pois pode ser um sinal de compulsão alimentar. O transtorno da compulsão alimentar periódica (TCAP) é uma doença psiquiátrica caracterizada por episódios descontrolados de alimentação, que acontecem pelo menos uma vez por semana durante três meses.

Comportamentos compulsivos podem ser causados, entre outros motivos, pela privação de alimentos, como muitas vezes acontece com os doces. Neste caso, as dietas muito restritivas que pregam a eliminação do carboidrato, por exemplo, podem causar comportamentos compulsivos. O ideal é que nenhum alimento seja eliminado do cardápio e que a alimentação seja equilibrada, a não ser que exista uma razão médica para isso.

Assim, é melhor comer um doce quando se tem vontade do que tentar enganar o organismo com outras opções consideradas mais saudáveis. O ideal é ficar atendo às quantidades ingeridas e caso se perceba um descontrole, o indicado é procurar auxílio de um nutricionista ou de um médico especialista como endocrinologista.
Abaixo algumas dicas para a diminuição no consumo de doces

1 – Diminuir o consumo aos poucos
Para a maioria das pessoas, cortar doces de uma vez pode provocar uma espécie de abstinência, que levará a um posterior abuso de açúcar. Por isso, o ideal é parar gradativamente: comer doces por cinco dias na primeira semana, três na semana seguinte, até atingir a cota de um dia da semana. Para quem tem compulsão alimentar, a recomendação é cortar o açúcar de uma vez.

2 – Evitar olhar para os doces
O simples fato de ter um doce apetitoso ao alcance do olhar já é suficiente para despertar no organismo o desejo pela guloseima. Por isso, manter os doces longe do campo de visão (ou simplesmente não tê-los em casa) já pode ser uma boa ideia.

3 – Beba pouco líquido durante as refeições
Tomar líquido durante a refeição faz com que a comida se mova mais rapidamente do estômago para o intestino. Como a presença de comida no estômago é o que promove a sensação de saciedade, misturar líquido com sólido pode causar fome. Comer devagar, mastigando bastante os alimentos, também contribui para que o organismo se sinta satisfeito e esqueça qualquer vontade de comer doces.




4 – Praticar atividade física
É comprovado: além de todos os benefícios que traz à saúde e à estética, a atividade física ainda diminui a vontade de comer doces. Estudos mostraram que, logo após se exercitar, as pessoas se sentem menos propensas a comer alimentos ricos em carboidratos, açúcar e gordura. Isso porque a atividade física estimula a liberação de hormônios responsáveis pela sensação de bem-estar no organismo que é o mesmo efeito causado pelo consumo de doces.

5 – Apostar nas fibras e nas proteínas
Alimentos ricos em fibras e proteínas ajudam a prolongar a sensação de saciedade no organismo – logo, são aliados no combate à vontade de engolir doces. Consuma fontes proteicas como ovos, peixes e carnes magras, e fibrosas como frutas, legumes e verduras.

6 – Preferir comer doces logo após a refeição
Se a vontade por um doce for incontrolável, a recomendação é comer uma sobremesa na próxima refeição. O perigo de exagerar é menor: o organismo já estará saciado e ficará satisfeito com pouco consumo.

7 – Estabelecer um horário para as refeições
Ficar muitas horas em jejum faz com que o organismo busque uma fonte rápida de energia para manter seu funcionamento – com fome, dispara a vontade de comer carboidratos e açúcares. O ideal é alimentar-se de forma fracionada, com pequenas refeições a cada três horas.

8 – Consumir carboidratos com moderação
A ingestão de alimentos ricos em carboidratos, como pães e massas, libera insulina no sangue. Esse hormônio ativa a região cerebral responsável pela sensação de fome, aumentando o apetite.

9 – Tomar café da manhã
Pular o café da manhã pode aumentar o desejo por guloseimas. Como a refeição é a responsável por fornecer energia para o organismo começar o dia, ignorá-la pode fazer com que o organismo busque outras fontes rápidas de energia, como o doce. Não tomar café da manhã também pode trazer muitos prejuízos à saúde como falta de disposição, fraqueza, problemas de concentração e atenção. O café da manhã é a refeição mais importante do dia e deve conter vário grupos de alimentos.

10 – Trocar  um doce por uma fruta
O açúcar dos doces é chamado de sacarose, e o das frutas, frutose. Enquanto a sacarose tem absorção rápida, pois é fácil de ser quebrada, a frutose demora mais para ser absorvida pelo organismo, o que prolonga a sensação de saciedade. Por isso, sempre que possível, é melhor trocar um doce por uma fruta.

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