Médicos alertam para danos permanentes aos olhos para uso prolongado de computador e smartphones; veja dicas

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Médicos recomendam intervalo de uma hora a cada hora de trabalho para evitar danos a visão

Pessoas que passam boa parte do dia na frente de computadores, seja a trabalho ou não frequentemente relatam coceira, ressecamento, vermelhidão e ardência nos olhos são alguns dos sintomas comuns. Mas será que, além desse incômodo, existe risco a longo prazo para quem precisa ficar horas conectado? “São sintomas temporários. Não há danos permanentes”, apontam os médicos.




O incômodo frequente acontece porque, no monitor, as letras e os desenhos têm bordas menos definidas, o que dificulta a manutenção do foco pelos olhos. Mudanças de imagens, brilho e contraste são outros elementos que exigem um esforço extra dos olhos. Além disso, piscamos até 60% menos quando estamos diante da tela do computador.

Quando uma pessoa está em frente a esses objetos, acaba por inibir a ação de um mecanismo chamado de sistema nervoso autônomo, que é responsável inconscientemente por encaminhar estímulo para que as pálpebras pisquem e esparramem a lágrima sobre os olhos, hidratando a superfície ocular e mantendo a transparência da córnea, necessária para a visão, explicam os médicos oftalmologistas.

De acordo com médicos, esses efeitos podem atingir tanto o usuários de tablets e smartphones quanto de desktops e notebooks. Segundo estudo realizado pelo National Institute for Occupational Safety and Health, dos Estados Unidos, cerca de 90% das pessoas que passam três horas ou mais no computador sofrem do que eles chamam de síndrome da visão de computador.

Apesar de mais frequente entre adultos, que fazem parte da população economicamente ativa, os problemas podem se manifestar em qualquer idade. É importante salientar que os sintomas podem se intensificar em pacientes a partir de 40 anos, quando observado uma condição fisiológica chamada de presbiopia (vista cansada) e que se manifesta com a dificuldade da visão para perto.

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De modo geral, é preciso ficar alerta a incômodos que não passam após pequenas pausas, já que podem estar associadas a outras doenças. Sempre que houver sintomas nos olhos, o oftalmologista deve ser consultado. Pois somente na consulta, o especialista pode diagnosticar, por meio de exames, o problema e avaliar se é preciso usar lentes corretivas ou colírios específicos para melhorar a hidratação dos olhos.




Postura correta
As queixas mais comuns associadas à síndrome da visão do computador são de visão embaçada, cansaço visual e sensação de corpo estranho nos olhos. Além desses efeitos, muitos usuários frequentes relatam dores de cabeça, nas costas e no pescoço. Para evitar esses problemas, médicos recomendam, em primeiro lugar, intervalos de cinco a dez minutos a cada hora de uso do computador. A pausa deve ser maior se você ficar mais de 4 horas em frente ao monitor.

Outra dica importante é manter uma distância confortável entre os olhos e a tela, que deve ser de mais ou menos 70 cm. É importante também não deixar a tela do computador mais brilhante do que a luz ambiente, dizem os médicos.

Segundo especialista, as telas de LCD costumam apresentar melhor resolução e, assim como os filtros protetores, refletem menos a iluminação externa. A taxa de renovação da tela, ou “refresh rate”, deve ser ajustada nas configurações do vídeo para ficar entre 80 Hz e 120 Hz, o que melhora o conforto do usuário.

Quanto à altura correta, a parte superior do monitor deve ficar na mesma altura ou levemente abaixo do nível dos olhos. “O ideal é que a posição dos olhos esteja alinhada com a tela na horizontal ou para baixo, nunca para cima, o que favoreceria uma abertura maior das pálpebras e, consequentemente, mais sintomas pela exposição dos olhos”, dizem os médicos.

Dica: Use o computador ou smartphone em momentos de real necessidade e não esqueça de fazer as pausas recomendas a cada uma hora.

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