Saiba como o alho pode defender o organismo contra o câncer

uso-do-alho-na-saudeOs pesquisadores do Centro de Controle e Prevenção de Doenças da Província de Jiangsu, na China, descobriram, após analisar o hábito de cerca de 6 mil pessoas, que comer alho diariamente derruba em 44% o risco de câncer nos pulmões. E mesmo entre fumantes, que são muito mais expostos a essa ameaça, a taxa de incidência entre consumidores assíduos de alho era 30% menor.

O poder do Allium sativum, nome científico do alho, está relacionado particularmente a um elemento: a alicina. Ela faz parte dos compostos organossulfurados, substâncias químicas que demonstram muitos benefícios à saúde. Por ser um dos vegetais com maior concentração de alicina, o alho é considerado hoje um superalimento.

O poder da alicina está em sua ação antioxidante. Ela inibe os radicais livres, amenizando o envelhecimento celular, e isso diminui o risco de alguns tipos de câncer. A alicina ainda resguarda diretamente o DNA das células. Ela evita mutações no código genético, um dos gatilhos para tumores. E a presença das vitaminas A e C e do selênio, outros antioxidantes de peso que reforçam seu efeito protetor.



De acordo com outro estudo, da Universidade do Sul da China, o alho favorece um processo conhecido como apoptose, um suicídio celular programado. É esse fenômeno que garante o descarte de células velhas, que não estão mais cumprindo o seu papel.

Já se sabe que o alimento ajuda no combate ao câncer no estômago. Suas substâncias combatem a proliferação da bactéria Helicobacter pylori, uma das responsáveis pelo aparecimento da doença ali. O alho ainda marca presença especial na luta contra os tumores no fígado.

Quanto se deve comer de alho para obter a proteção?
A maioria dos estudos mostra que o consumo de um dente grande por dia é o suficiente. O ideal é utilizá-lo in natura, amassado ou picado, e esperar de cinco a dez minutos antes de ingerir. É que nesse período ocorre um aumento na disponibilidade da prestigiada alicina.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa, irá incluir o tempero na lista de fitoterápicos liberados no Brasil. A ideia da entidade é que médicos possam receitar o bulbo ou seu extrato como tratamento coadjuvante para hipertensão moderada e prevenção de problemas cardiovasculares.

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