Especialistas publicam qual o tempo correto para se dormir durante as fases da vida; veja a tabela

Sono
Durante as fases da vida o tempo correto de sono tem várias mudanças, todas muitos importantes

Desconhecida por boa parte das pessoas, a importância de uma boa noite de sono pode refletir no bom funcionamento do nosso organismo e devemos estar atentos à sua qualidade sempre. Uma das formas de medir isso é saber a quantidades de horas corretas para cada faixa etária de nossa vida.



De uma forma geral e bastante simples, quase todos sabem que enquanto bebês dormem boa parte do dia, idosos tendem a acordar cada ano mais cedo. E para esclarecer as principais duvidas, especialistas explicam o que muda no sono de cada faixa etária e também se existe mesmo uma redução na conta conforme o tempo passa.

Sono é algo individual
É importante ressaltar que cada pessoa tem o seu relógio biológico e precisa de uma quantidade de sono específica. A liberação dos hormônios funciona de acordo com o ritmo circadiano (duração de um dia ou de cerca de 24 horas) de cada um. Segundo especialistas, a ciência indica oito horas de sono porque, em média, a maioria das pessoas descansa de fato após 7h30 ou 8h30 de sono. Mas existem pessoas quem precisam apenas de 4 horas ou até mesmo por mais de 12h.

No fim do ciclo de 24 horas, o que conta mesmo é como cada um acorda: Se você sente sua atenção alterada, tem problemas de memória e acorda cansado, ou você dormiu demais ou de menos ou tem alguma doença do sono, alerta a médica. Ainda de acordo com ela, você só deve se preocupar se tiver esses sintomas com frequência, pois nesse caso pode ser que haja uma privação crônica de sono.



Consequências de não dormir o suficiente
O sono é um momento importante para o corpo organizar seu funcionamento. Por isso é importante dormirmos o suficiente para acordarmos nos sentindo descansados. E cada faixa etária tem dificuldades diferentes de sono. Veja a seguir quais podem ser as consequências de dormir menos do que o necessário:

Bebês:
Quando as crianças são recém-nascidas, elas acordam e adormecem várias vezes durante o dia, já que seu descanso acontece em parcelas, o que deixa os pais perdidos e ansiosos, especialmente os pais de primeira viagem.

Conforme vão crescendo, o sono se condensa e os pequenos já passam boa parte da noite na cama e fazem um ou dois cochilos durante o dia. Mas esse ritmo muitas vezes fica bem atrapalhado. “No caso dos bebês e na primeira infância é comum a chamada pressão de sono homeostática, conhecida também como efeito vulcânico, que acontece quando eles cochilam menos do que o necessário durante o dia, seja em termos de quantidade ou qualidade, e ficam extremamente irritados, exaustos e hiperexcitados” definem os pediatras.

O resultado desse efeito é impedindo que a criança relaxe na hora de adormecer, causando aquela famosa “luta contra o sono”, explicam especialistas. E o fato de não dormir o período necessário provoca muitas consequências a curto prazo, como irritabilidade, impulsividade e hiperatividade. Já a longo prazo, a criança pode ter um comprometimento do desenvolvimento físico e intelectual, por exemplo.



Crianças e adolescentes:
Quando chega à fase escolar, a privação do repouso pode levar ainda a notas ruins, dificuldade na tomada de decisões, aumento nos comportamentos arriscados, diminuição nas conquistas acadêmicas e piora no desempenho das atividades físicas, com maior risco de lesões.

Com a chegada da adolescência esse quadro acaba se complicando. Isso porque, eles querem ficar acordados até mais tarde e dormem muito no final de semana, o que não compensa a falta de descanso do resto da semana. E nesse caso, além de todos os prejuízos já mencionados, há o risco de eles se envolverem em acidentes de carro porque não estão tão descansados e atentos como deveriam.

Adultos:
Na idade adulta o sono muitas vezes é sacrificado por causa do trabalho e outras obrigações. Isso sem falar que não raro as preocupações do cotidiano atrapalham a sua qualidade ou mesmo desencadearem insônia. Apesar de as pessoas conseguirem lidar melhor com a falta de descanso nessa fase, é inevitável ficarem mais irritadas, menos atentas e dispostas.

E em qualquer época da vida a saúde também paga caro por causa da falta de sono acumulado. O sistema imunológico fica prejudicado e aumentam as chances de uma depressão dar as caras. Existem estudos que apontam ainda que há elevação no risco de doenças cardiovasculares, mais chance de engordar, dificuldade de manter a alimentação equilibrada e maior predisposição a alterações intestinais e a diabetes, sem falar nos problemas de memória e aprendizado.



De quantas horas de sono precisamos em cada fase da vida?
É por isso que não há uma resposta fechada para essa pergunta, pois existem muitas peculiaridades relacionadas a questões genéticas e comportamentais. Apesar disso, a National Sleep Foundation (Fundação Nacional do Sono) dos Estados Unidos, criou uma tabela com os períodos de sono médios para cada faixa etária:

Recém-nascido (0 – 3 meses): 14 a 17 horas por dia
Bebê (4 – 11 meses): 12 a 15 horas por dia
Primeira infância (1 – 2 anos): 11 a 14 horas por dia
Idade pré-escolar (3 – 5 anos): 10 a 13 horas por dia
Idade escolar (6 – 13 anos): 9 a 11 horas por dia
Adolescentes (14 – 17 anos): 8 a 10 horas por dia
Jovem adulto (18 – 25 anos): 7 a 9 horas por dia
Adulto (26 – 64 anos): 7 a 9 horas por dia
Idoso (a partir de 65 anos): 7 a 8 horas por dia